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  • Foto do escritorHenrique Correia

Jardim elogia líder do PS-M: "É diferente, não é desses snobs burgueses"


"O homem não precisa da política para viver".



Sérgio Gonçalves é um líder socialista diferente, diz Jardim. Um elogio bom ou mau?

Na segunda parte do "pacote" de reportagens do DN Lisboa, que abriu com consequências para Sérgio Marques, a renúncia ao mandato de deputado social democrata e a saída dos órgãos do PSD Madeira por ter sido publicado o que disse mas que não queria que se soubesse, existem declarações muito curiosas de Alberto João Jardim no meio do historial sobre a política na Madeira desde 1974, com depoimentos de Mota Torres, Gregório Gouveia, Carlos Pereira, Cunha e Silva, Jacinto Serrão, Paulo Cafôfo e o próprio Jardim, entre outros.

O antigo presidente do Governo fala bem do líder do PS Madeira Sérgio Gonçalves e arrasa PSD de Montenegro. O elogio a Sérgio Gonçalves pode ser "à moda de Jardim", ou seja nunca é muito bom quando elogia um adversário. Mas vejamos o que diz na publicação de hoge:


"O PS foi, até há pouco tempo, porque com este líder é capaz de ser um pouco diferente - o homem não precisa da política para viver, não é desses snobs burgueses -, o PS foi até a este líder um poço onde se chocavam os radicais que tinham vergonha de ser comunistas, e que talvez fossem comunistas se o PCP tivesse triunfado no 25 de Novembro. Do outro lado, está uma forte burguesia que está rica à custa das condições de desenvolvimento que o PSD criou, mas que é socialista porque é fino, porque é snob. Em certos meios burgueses da Madeira é snob ser-se contra o PSD, mas eles vivem melhor do que eu e melhor do que todos".

Reporta o jornalista que Jardim diz que que "eles nunca se entenderam e brigaram uns com os outros. De um lado, radicais; do outro lado gajos ricos, mas armados em esquerda. E eles disputaram sempre o poder dentro do partido. O próprio PS foi-se degenerando por dentro. Agora com este líder ... [faz uma pausa] pode ser que seja diferente".


Mas Alberto João Jardim não se fica pelo elogio a Sérgio Gonçalves, o que é estranho, vai direto à liderança do seu partido, de Luís Montenegro quando fala de separatismo:

"Eu não sou separatista, sou pelo direito à diferença dentro da unidade nacional, mas deixe-me dizer-lhe isto: esta vergonha que se fez agora de projetos de revisão constitucional, a começar pelo próprio PSD... Quero que diga que eu disse que o projeto do PSD é uma vergonha e um insulto à história do PSD das regiões autónomas".


A reportatem do DN também fala com Sérgio Gonçalves, o líder do PS-M ainda em fase de afirmação e já em ano de eleições. O líder socialista explica o sucesso da governação PSD se é assim tão má como sendo porque "as pessoas nunca conheceram nada de diferente. E foram habituadas a viver na dependência da Administração Pública, da construção civil e do turismo. E o ser mau também se pode explicar por ainda sermos uma terra de imigração: a Madeira nos últimos 10 anos perdeu 17 mil pessoas"


Paulo Cafôfo, líder socialista anterior a Sérgio Gonçalves, tem esta posição sobre o mesmo assunto: "É uma gestão que se faz pelo medo e com um governo que é autoritário e populista. Dois fatores que hoje em dia acontecem, que limitam a democracia e encolhem a cidadania. Nós vivemos numa sociedade sob vigilância e isto condiciona a própria liberdade das pessoas nas suas opções políticas", garante Paulo Cafofo


Carlos Pereira, antigo líder do PS-M e atual deputado socialista na Assembleia da República, também tem uma passagem curiosa sobre as dependências, mais do queas telhas, relativamente à governação do PSD, acusação que Miguel Albuquerque rejeita mas que Sérgio Marques também disse que existem e isso custou-lhe os lugares e a confiança social democrata:


"Lembro-me de fazer campanha. E era impossível o PS competir com isto. Estava em campanha e ao lado estavam uns tipos do PSD com carros com telhas, cimento, areia que depositavam na casa das pessoas. As pessoas percebiam que aquilo era um agradecimento face ao voto que iam fazer. E até um controlo total das mesas de voto - surreal, sabe? Surreal. Lembro-me de histórias de urnas desaparecerem durante a noite e só aparecerem na manhã seguinte."



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