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  • Henrique Correia

Jardim o novo "D. Sebastião" para o PSD-M

Atualizado: Jul 7


Jardim está de volta. As eleições estão à porta e o PSD-M quer garantir tudo unido para recuperar autarquias perdidas.




Longe vai o ano de 2015 e todos os contornos a ele ligados no seio do PSD Madeira. O fim do ciclo jardinista, o início de uma "renovação", o Partido "partido" em dois ou três, mas com uma nova vaga de fundo a que depois muitos apontaram como "renovadinhos", numa referência aos "jovens" que formaram a vaga de fundo cujo objetivo era mesmo um "fundo" novo capaz de manter o status social democrata de maiorias absolutas e demonstrar claramente que Jardim era passado e agora as "flores" eram outras e capazes de "florir" como antigamente. Não foi isso que aconteceu e rapidamente Albuquerque deu conta disso "encostando" meia dúzia "mais papista que o Papa", ainda que mantendo empregos para a vida, mas procurando simultaneamente uma aproximação a Jardim, já sem jardinismo, mas com algumas das capacidades que podiam ser úteis a este PSD. Pode ter muitos defeitos, mas é combativo nas suas convicções e com conhecimentos muito acima da média, sobre o mundo, sobre o País, sobre a Madeira, sem com isso podermos branquear os excessos de gestão diária, o mandar fazer obra e logo se vê, o ouvir pouco as pessoas, o centralizar decisões, várias destas realidades ratificadas, nem que seja pelo silêncio, por muitos dos atuais governantes e políticos que depois o criticaram de forma, às vezes, hostil.

Como mudam os tempos e as vontades. Hoje, feitas as "pazes" com Albuquerque, dizem-nos que o clima é muito bom, bem melhor do que era quando o atual líder deixava "escapar" alguns desabafos, nos círculos mais próximos, sobre o "velho" timoneiro social democrata. Garantem que neste momento Jardim voltou ao topo do PSD-M, situação expressa já por alguns indicadores visíveis, designadamente a intervenção social democrata no Dia da Região, de elogio rasgado, pela voz de Brício Araújo e numa articulação de discurso com o líder do partido, além da aproximação do candidato por Santana, com direito a fotografia, e agora a chamada de Jardim para mandatário de Pedro Coelho em Câmara de Lobos, sendo justo dizer que, neste caso, o autarca nunca alinhou pela via antijardinista que a dada altura se apoderou do partido como que renegando um passado que, bem ou mal, alimentou as atuais "cúpulas" e algumas bases partidárias.

Jardim está de volta. As eleições estão à porta e o PSD-M quer garantir tudo unido para recuperar autarquias perdidas.

Ao contrário do "sebastianismo que deu a esperança de que regressaria um dia, numa manhã de nevoeiro", Jardim está aí à vista e com o tempo de sol.


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