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Jardim pede ao jornalismo de investigação para "averiguar avenças"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 31 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura


Antigo presidente do Governo quer saber quanto do Erário Público anda em “publicidade redigida” e “avenças”, nestes tempos pré-eleitorais.



"Porquê o “jornalismo de investigação ”não averigua quanto do Erário Público anda em “publicidade redigida” e “avenças”, nestes tempos pré-eleitorais?"

Esta posição de Alberto João Jardim é estranha e de certo modo enigmática por deixar no ar algumas possibilidades analíticas, umas eventualmente especulativas, envolvendo os poderes públicos, regionais e locais, e os jornais ditos de referência, hoje privados do mesmo dono, mas com apoios públicos em diferentes midelo.

Jardim manda esta autêntica "bomba" e a parte estranha é Jardim considerar novidade quando essa fórmula vem do seu tempo de governação e o método foi seguido pela gestão de Miguel Albuquerque. Como o objetivo global de Albuquerque era fazer melhor do que Jardim nos métodos de Jardim, também em publicidade redigida nos jornais e aquilo que Jardim fala, em "avenças", Albuquerque fez mais e melhor.

Acontece que esta metodologia, que acabou por generalizar o "trauma" do dito jornal do Governo, o Jornal da Madeira tornando hoje a comunicação privada muito pública, acabou por contagiar as câmaras municipais, mesmo aquelas que não são do PSD e que também encontraram forma de "bom entendimento" jornalístico através de publicidades redigidas, uma parte dela sem interesse público mas permitindo a entrada de verbas na comunicação social, que agradece estes expedientes em tempos difíceis do ponto de vista da sobrevivência económica das publicações.

As "avenças" representam outra história e era bom que Jardim explicasse melhor o que sabe. Existem rumores nesse sentido, existem cumplicidades conhecidas, mas certamente Jardim não está a circunscrever esta sua dúvida à oposição, não o poderia fazer pelo histórico, não o pode fazer pelo conhecido presente.

Sendo assim, mesmo tendo Jardim "culpas no cartório", se calhar também os madeirenses iam agradecer se o jornalismo de investigação, se houver, divulgasse esses números.


 
 
 

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