Buscar
  • Henrique Correia

Jardim questiona "anti-Coligação" nas autárquicas do "mini grupo do Sérgio"

O debate sobre a coligação nas eleições de 2021 está ao "rubro" no PSD-Madeira


Já se sabe que Alberto João Jardim é defensor de coligações entre PSD e CDS nas próximas eleições autárquicas. Uma espécie de transposição da governação regional para a governação local. Isso já se sabe. Como já se sabe que há divisões sérias, internamente, tendo em vista as diferenças de opinião relativamente à forma como o partido vem cedendo espaço a um CDS minoritário e em perda de votos, posicionamento que coloca em risco a matriz do próprio partido social democrata. Sabe-se, ainda, que a posição de Albuquerque está mais próxima da de Jardim, o que já não acontece, por exemplo, com o secretariado, onde José Prada tem feito ver ao líder, já com alguns arrufos pelo meio, que a coligação só funciona onde é necessária e o partido deve concorrer com a sua bandeira única.  Mas as divergências não ficam por aqui. Jardim defende a sua tese e hoje mesmo aproveitou o artigo de Tiago Freitas, no JM, um dos antigos "homens de mão" do antigo secretário regional de Albuquerque, Sérgio Marques, para lançar mais uma acha para a "fogueira". Como se sabe, Sérgio Marques, hoje deputado à Assembleia da República, liderou as obras públicas e esteve ligado a uma "facção" supostamente renovadora e que porventura terá levado demasiado longe os "ajustes de conta" com o passado, com reflexos internos ainda por sarar, ao ponto de Albuquerque ser obrigado a alterações para afastar o então companheiro de governo, numa tentativa de travar aquela "onda" de estragos que vinham, então, em crescendo. Hoje, Tiago Freitas dá a opinião que o PSD não deve ir em coligação alargada, defendendo que no Funchal, sim, o partido deve unir-se com o CDS em nome de um projeto de poder.  E esta posição levou Jardim a reagir desta forma: "Porquê o mini-grupo do Sérgio tão empenhado anti-Coligação?" Tiago Freitas afirma, no artigo publicado no JM, que "uma coligação alargada aos 11 concelhos introduziria um fator de confundibilidade que não seria positivo para o PSD nem para CDS, nem mesmo para a democracia madeirense.  Estes são dois partidos que neste momento, juntos, somam. Pelo que não é aceitável que aos olhos do eleitorado, incluindo internamente, possam aparecer fundidos num só.  Em vez de somarem, como agora, correriam o risco de "sumir". Perderia a Madeira, visto que o nosso povo se revê primordialmente no personalismo social-cristão, ponto de confluência essencial entre as duas doutrinas partidárias". O ex-assessor de Sérgio Marques acrescenta não fazer ideia do que fará a comissão política e o líder do meu partido, "mas esta é, na minha perspetiva, uma realidade insofismável.  E, apesar de isso causar comichão aos fanáticos anti-PSD (a maior parte deles ex-PSD), o partido laranja é o maior espaço partidário de democracia interna, pelo que partilho aqui a minha opinião livre".


285 visualizações