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  • Henrique Correia

João Pedro Vieira "revoltado" com eventual chumbo do PSD diz que "é preciso denunciar" o bloqueio

Assembleia Municipal de segunda-feira promete "aquecer" com a possibilidade de inviabilização, por parte do PSD, do empréstimo de 5 milhões pedidos pelo Funchal para fazer face às consequências da Covid-19 e do encerramento da FrenteMar Funchal


João Pedro Vieira, ex-secretário geral socialista e vereador da Câmara Municipal do Funchal, veio a público com aquilo a que podemos chamar de atitude de indignação face à possibilidade do PSD chumbar, em Assembleia Municipal, o emprestimo de 5 milhões para fazer face às consequências da Covid-19, o encerramento da FrenteMar e as condições orçamentais para que a Autarquia possa gerir sem entraves.

Por isso, diz que "é preciso denunciar, bem alto, o que se passa no Funchal, onde PPD/PSD/CDS, através do Governo Regional, das suas instituições e da Assembleia Municipal, continuam a condicionar a actividade do município, chumbando, bloqueando e impedindo soluções. Ao fim de 3 anos, nunca aceitaram que perderam as eleições, procurando hipotecar completamente o futuro do Funchal e dos funchalenses com a sua acção política sem limites, com o único objetivo de subjugarem os autarcas e os funchalenses aos seus ditames".

As palavras são fortes, o alvo é naturalmente o PSD, mas também o CDS: "Do outro lado, do nosso lado, não pode haver qualquer tipo de silêncio, ou alheamento, de gente que tem de unir-se a uma só voz, como fez em 2013, e de fazer desta a sua única prioridade política, passando ao outro lado uma mensagem simples: pelo futuro de todos, não passarão - porque quem combate uma pandemia sanitária, social e económica desta dimensão, com cada vez menos recursos devido ao PPD/PSD/CDS, enfrentará também, com a mesma energia e determinação de sempre, a pandemia política em que a Madeira vive há mais de quatro décadas".

Na sua página do Facebook, João Pedro Vieira aborda um artigo publicado hoje, no JM, que em sua opinião indicia um voto contra, do PSD, sobre um empréstimo de cinco milhões proposto pela Câmara para fazer face aos custos resultantes das medidas de contenção à Covid-19, que estará em debate na Assembleia Municipal, segunda-feira, orgão onde a coligação Confiança não tem maioria. "O que se passa no Funchal é uma vergonha e é incompreensível o silêncio que se vive em toda a Região sobre isso:

Escreve o também médico João Pedro Vieira, que "depois da Câmara Municipal ter trabalhado, durante mais de um ano, para encontrar uma solução que salvaguardasse ao máximo os interesses de trabalhadores e fornecedores da FrenteMar Funchal, uma empresa municipal que, sabemos agora, nunca foi viável, o PPD/PSD/CDS prepara-se para inviabilizar a solução encontrada, sem apresentar qualquer alternativa que cumpra os mesmos objectivos - como, aliás, nunca fez, enquanto governou a Câmara".

Num artigo de opinião publicado naquele jornal, refere, "uma deputada municipal antecipa o chumbo a um empréstimo de 5 milhões de euros para fazer face à pandemia. O mesmo partido que pediu um empréstimo de 500 milhões de euros no Governo Regional, equivalente a 25%!!!!! do seu orçamento anual regional, prepara-se agora para rejeitar um de 5 milhões de euros ao município, equivalente a 5%!!!!! do orçamento anual de 2019 e 2020, de 97 milhões - contra, recorde-se, o que seria o de 2020, de 118 milhões de euros, se não fosse o chumbo do PPD/PSD/CDS -, quando todos sabemos que os impactos directos e indirectos da pandemia só em Maio já eram de, pelo menos, 10 milhões; Tudo isto naquilo que se prevê ser a antecâmara de mais um chumbo laranja-azulado ao orçamento municipal para 2021, em plena pandemia, porque, custe o que custar aos funchalenses, o PPD/PSD/CDS está com a cabeça é nas eleições de 2021, sem compreender a dimensão do que vivemos agora, como fica bem evidente nas mesmas peças".

Diz João Pedro Vieira que "quando os instrumentos municipais forem insuficientes para cumprir o objectivo de bloquear a Câmara, lá estarão os instrumentos regionais ao dispor da maioria, como a Segurança Social, que penhorou contas em 2019 enquanto deixava prescrever dezenas de milhões de euros de dívidas de tubarões do regime, dinheiro de todos nós, ou a ARM, que, através da Autoridade Tributária regional, sob a tutela da Vice-Presidência, avançará com execuções sem que se conheça o resultado do processo original que lhes deram origem e que aumenta a água dos funchalenses unilateralmente em 25% - aumento contra o qual a Câmara, e bem, sempre se opôs; E até quando a Câmara procura soluções para que no Natal os nossos comerciantes possam escoar os seus produtos, logo surge quem alimente uma narrativa estéril sobre intenções que não existem e nunca existiram sobre a parte lúdica e recreativa da famosa Noite do Mercado.


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