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  • Henrique Correia

Jorge Carvalho na coordenação do Governo foi "escolha" de Calado


Vice presidente de saída para a luta eleitoral autárquica convenceu Albuquerque com o perfil de equilíbrio do secretário da Educação como fator determinante num governo sem vice.




Já se sabia que Miguel Albuquerque não ia manter uma vice presidência no âmbito da remodelação governamental que será obrigado a fazer, no final de agosto, quando Pedro Calado, o vice presidente, sair para se dedicar em exclusivo à campanha para as Autárquicas de 26 de setembro concorrendo para o Funchal na candidatura da Coligação PSD/CDS.

Também já era conhecido que o próximo secretário regional das Finanças, neste governo de parceria entre PSD e CDS, seria Rogério Gouveia, que é diretor regional adjunto das Finanças. Uma "subida" considerada normal.

Hoje, o JM revela que Jorge Carvalho será o próximo coordenador do Governo Regional sem Calado, fazendo a "ponte" entre o presidente e os secretários regionais e substituindo o presidente nas ausências deste. Na verdade, não havendo condições, por falta de perfil, para encontrar uma solução no sentido de manter uma vice-presidência, a opção recaiu num dos secretários mais antigos do Governo, Jorge Carvalho, secretário regional da Educação. Os outros dois são Susana Prada e Humberto Vasconcelos, qualquer um deles não estavam nesta linha de opção alternativa na próxima orgânica de Governo em função da saída de Calado.

Sabe-se que não era fácil a missão de Miguel Albuquerque, uma vez que não reunia, no seu Executivo, uma opção clara que pudesse, de algum modo, preencher a lacuna que a saída de Pedro Calado vai provocar e cuja dimensão só se saberá mais para a frente. Albuquerque só podia optar pelo mal menor, mesmo assim com alguns contornos que não agradavam muito ao líder.

De tal modo que a decisão sobre a "escolha" acabou por partir do próprio Pedro Calado, que "convenceu" Albuquerque com o argumento do equilíbrio que Jorge Carvalho é capaz de ter num enquadramento de coordenação governamental, provavelmente contrabalançado com o grau de impulsividade que todos sabem ser uma característica do líder.

O peso de Calado, bem como a experiência de gestão governativa e gestão de ímpetos, foram fatores decisivos para chegar a esta decisão pelo protagonismo do secretário regional da Educação.


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