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  • Henrique Correia

José Prada e Victor Freitas mostram os "lados" e as "cores" de uma Cidade


Victor Freitas: "É necessário que o GR normalize as relações financeiras com a Câmara"

José Prada: ""Cada um de nós, Funchalenses, merece muito mais. Já falta pouco para 2021"




Victor Freitas: "Não se entende que entre 2010 e 2013 a Câmara Municipal tenha recebido 20 milhões de euros em Contratos-Programa".


José Prada: "O Funchal precisa de uma outra visão. De soluções concretas. De um projeto que responda às crescentes necessidades sociais"


Sabe-se que há sempre dois lados numa história. Podem existir mais, mas dois há de certeza. Também da cidade do Funchal, que hoje faz anos e que teve uma cerimónia solene no interior do Teatro Municipal, o que em pandemia foi considerado, por um outro lado, uma decisão contrária às recomendações de privilegiar iniciativas exteriores. Um ponto de vista, também. Além disso, outra polémica pelo facto do Governo Regional, representado pelo vice presidente Pedro Calado, não ter direito a discurso sob a alegação das restrições. Calado queria falar e, na verdade, já vimos desculpas melhores. Mas no meio disto tudo, jhá quem lembre o tempo de Jardim, do partido de Calado, onde só o Governo falava.

Como se vê, já nem sei em quantos lados vai esta história. Mas é importante conhecer argumentos, todos válidos, porque os diferentes pontos de vista são normais em democracia. E neste caso, numa espécie de "assistência" ao que hoje ocorre na cidade aniversariante, dois vice presidentes da Assembleia Regional, um do PSD e outro do PS pronunciaram-se sobre o Funchal e disseram o que lhes vai na alma, através da rede Facebook.

José Prada escreve a dizer que "não é este o caminho", acrescentando que "nem muito menos é este o projeto de futuro que o Funchal precisa para retomar tudo aquilo que os sábios - aqueles que não aceitam a crítica e até silenciam as instituições - fizeram questão de destruir, colocando, em primeiro lugar, os seus interesses e, só no fim da tabela, o bem comum que sempre apregoam sem nunca nada fazerem por isso".

Prada diz que "o Funchal precisa de uma outra visão. De soluções concretas. De um projeto que responda às crescentes necessidades sociais, impulsione a economia e o emprego e reforce e nossa credibilidade e notoriedade pública. Não é com um Presidente que não ouve, que não aceita a crítica, que não pensa, projeta ou executa e que diariamente aumenta as despesas supérfluas ignorando as essenciais - e que, ainda assim, todos os dias lamenta que quer fazer e não pode - que chegamos lá".

E aproveita o momento para lembrar as eleições autárquicas de 2021: "Cada um de nós, Funchalenses, merece muito mais.  E a nossa cidade, o nosso Município, merece também olhar para o futuro com outra esperança. Já falta pouco para 2021".

Já Victor Freitas, deputado socialista e vice do Parlamento, dá parabéns ao Funchal e a todos os Cidadãos que "hoje e no passado contribuiram para o Funchal que somos hoje., com imagens da sua presença nas cerimónias".

O socialista acrescenta que "nestes tempos difíceis e de pandemia é necessário que o Governo Regional normalize as relações financeiras com a Câmara Municipal do Funchal. Não se entende que entre 2010 e 2013 a Câmara Municipal tenha recebido 20 milhões de euros em Contratos-Programa. Desde que existiu, em 2013, uma mudança politica, por vontade do povo do Funchal, o Governo Regional não assinou nenhum contrato com esta autarquia, o que é inadmissível".

Mas acreditem que os lados não ficam por aqui. Curiosamente, o professor André Escórcio, que foi militante ativo do PS, num passado de governação musculada e onde teve grandes atritos e debates no domínio da Educação, colocou um post na sua página com o título "Bem prega..."Frei Calado" para dizer que o vice presidente do Governo "não pode, deliberadamente, ocultar o facto do partido que politicamente serve, ter usado e abusado das suas maiorias absolutas. Deixando claro que "por mim, tanto se me dá que falem ou deixem de falar. A questão que coloco é de princípio e de respeito pela autonomia do poder local".

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