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  • Henrique Correia

JPP apresenta na Assembleia voto de pesar pela morte do padre Alexandre Mendonça



Na tragédia de Vargas em 1999 abriu as portas da Missão Católica Portuguesa para acolher as dezenas de compatriotas que perderam os seus haveres e familiares durante as enxurradas que assolaram este estado venezuelano.




O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo deu entrada, no Parlamento, de um voto de pesar pelo falecimento do Padre Alexandre Mendonça, pároco da Comunidade madeirense em Caracas.

No texto do voto, o JPP refere que "a notícia do seu falecimento deixou consternada toda a comunidade madeirense ali residente, pois o pároco era uma “âncora” de esperança na conturbada situação socioeconómica daquele país da América do Sul. Durante trinta e três anos, o pároco da Missão Católica Portuguesa em Caracas foi líder espiritual da comunidade que serviu. Com o espírito crítico que o caraterizava e seguindo os princípios da Doutrina Social da Igreja, denunciou por várias vezes situações dramáticas vividas por famílias Venezuelanas, dedescendentes de portugueses e, em particular, de madeirenses. Era uma voz incansável na defesa dacomunidade portuguesa"

Alexandre João Mendonça de Canha nasceu no Funchal, freguesia de São Pedro e como aconteceu com muitos madeirenses, cedo o destino o levou até à Venezuela, terra de eleição de muitas famílias madeirenses. Com 12 anos rumou a este país e cedo descobriu a sua vocação sacerdotal que só se concretizaria mais tarde. Entrou para o seminário aos 26 anos, porque dificuldades económicas da sua família, ditaram o “adiamento” deste apelo vocacional. Esta espera, as dificuldades porque passou juntamente com a família, temperaram-lhe o carácter de resiliência e uma aguda consciência social que soube transpor para o seu percurso sacerdotal, sendo uma voz límpida na orientação espiritual da comunidade que servia, mas também denunciando as muitas incongruências da sociedade venezuelana, profundamente desigual e a braços com um modelo de governação que implodiu social e economicamente um país que, outrora era um exemplo na América do Sul.

Na tragédia de Vargas em 1999 abriu as portas da Missão Católica Portuguesa para acolher as dezenas de compatriotas que perderam os seus haveres e familiares durante as enxurradas que assolaram este estado venezuelano.

Em 2006 foi declarado “madeirense ilustre” e agraciado com uma medalha e um galardão pela Comissão Pró-Celebração do Dia da Região Autónoma da Madeira em Caracas.

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