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  • Henrique Correia

JPP leva Madeira "região de contrastes" a audiência nacional com Marcelo


Medidas de prevenção são "autoritárias, tendo presente que temos 85% da população vacinada, além do impacto económico e social, quando transmitidas de forma atabalhoada”.




O Presidente da República recebeu este domingo o Juntos Pelo Povo no âmbito das audições que o Chefe de Estado vem agendando com partidos nacionais que não têm representação na Assembleia da República. Também hoje, recebeu o Nós Cidadãos e o Livre.

Pelo JPP foram a Belém Élvio Sousa, secretário-geral, e Bruno Pereira, coordenador nacional Eleitoral do Partido.

Élvio Sousa diz que relativamente às recentes medidas tomadas pelo Governo Regional da Madeira, de contenção à Covid-19, considerou serem “autoritárias, tendo presente que temos 85% da população vacinada, além do impacto económico e social, quando transmitidas de forma atabalhoada”, concluiu.

Mas embora Belém tenha agendado a audiência como nacional, para falar do País no seu todo, o JPP aproveitou para levar as questões relacionadas com a Madeira, designadamente a situação económica e social da Região Autónoma da Madeira, sobretudo no que concerne ao custo de vida a que está sujeito um cidadão português que vive nas Regiões Autónomas.

“Somos uma Região de contrastes, com um PIB elevado em função do CINM, mas ao mesmo tempo com mais de 81 mil pessoas em risco de pobreza, ou seja 1 em cada 3 madeirenses passa dificuldades e está abaixo do limiar da pobreza”, referiu Élvio Sousa.

“A liberalização dos transportes não veio aliviar o custo de vida, antes pelo contrário. Temos preços mais caros de produtos essenciais altamente inflacionados pelos custos elevados do transporte marítimo; temos tarifas aéreas a custar 713 euros para viajar no território nacional, sobretudo de uma companhia 98% portuguesa (TAP), sem esquecer que o preço também se deve a um péssimo modelo de subsídio social de mobilidade”, reforçou.

“De certa medida estamos reféns de muitos interesses e monopólios de três ou quatro famílias. O que mudou foi, essencialmente, o nome dos capitães-donatários, que acabam por concentrar poder económico sobre o poder politico e onde o povo e as pequenas e médias empresas trabalham para pagar os custos excessivos da gestão palaciana”.

Também transmitimos que o IVA da eletricidade e do gás deve ser resposto à taxa reduzida, e equiparados a um bem de primeira necessidade. Reduzir os custos de vida das famílias portuguesas, que também se deparam com custos excessivos dos combustíveis e de habitação, deve constituir um desígnio nacional”, salientou.

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