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  • Foto do escritorHenrique Correia

JPP vislumbra mudança: desde 2011 PSD e CDS já perderam 50 mil votos



Élvio Sousa: "A vigilância da Autonomia compete aos madeirenses que são escolhidos livremente para representar e fazer-se representar-se".




A Convenção do Juntos Pelo Povo encerrou com um propósito de mudança e com mensagens da nova líder regional Lina Pereira, do secretário-geral Élvio Sousa e do cabeça-de-lista à Assembleia da República Filipe Sousa.

Para essa mudança, Élvio Sousa dá um número como "reflexão": "Desde 2011 até à data, o PSD e o CDS já perderam mais de 50 mil votos, este é um sinal dos tempos". Para refletir, também, usou palavras bíblicas: "Lembremos as palavras bíblicas:  “O proveito da terra é para todos; até o Rei se serve do campo.” E aqui permitam-me a analogia: quando Miguel Albuquerque, Rui Barreto e Mónica Freitas estiverem a saborear uma banana regional, que se lembrem, que há  15 anos atrás os agricultores recebiam mais 16 cêntimos/Kg do que recebem atualmente!"

O secretário-geral diz que "não podemos deixar que este Governo seja o coveiro e o calvário da agricultura; e que estejam a usar o dinheiro destes produtores para financiar os desvarios e as mordomias deste governo. Usaram o dinheiro, o suor do trabalho dos agricultores da banana, não só para pagar 3,4 milhões do Museu no Lugar de Baixo, esbanjaram 90 mil euros num site, e não satisfeitos usaram o vosso dinheiro para aumentar em 146% as despesas para viagens e estadias em hotéis e mais de 1046% em despesas de representação dos aristocratas do palácio de 5 estrelas da direção da GESBA. Isto tem de acabar".

O JPP assume-se hoje "como a terceira força política no Parlamento Regional, lidera o segundo maior Município da Região Autónoma da Madeira, Santa Cruz, tem autarcas eleitos na Assembleia Municipal de Machico e na Assembleia de Freguesia de Santo António da Serra, concorre às eleições regionais nos Açores e candidata-se pela quarta vez à Assembleia da República. Esperamos que à quarta, pelo círculo eleitoral da Madeira, possamos ter essa oportunidade de expansão e de eleger o Filipe Sousa".

Élvio Sousa aponta propostas do JPP para a redução do custo de vida:


Reduzir o custo de vida, passa também:


- Tornar o porto do Caniçal mais competitivo, e baixar o preço das mercadorias para as empresas, com o lançamento de um concurso publico internacional para a operação portuária.


 - Baixar o preço do gás, como produto energético e incluí-lo na tabela de preços máximos homologados, equivalente aos combustíveis.  Em 2022 os madeirenses pagaram mais 4,2 milhões de gás que os açorianos. Mais 10 euros por garrafa.


- Equiparar o salário mínimo da Madeira aos Açores, pois até ao final de 2023 os trabalhadores madeirenses recebiam menos 13 euros mensais.


- Aumentar o preço do pagamento (banana, cana-de-açúcar e uva).


- Apostar na ligação Ferry semanal entre a Madeira e o Continente FERRY, uma ligação que o JPP não vai deixar de lutar e pressionar o Governo regional a falar e negociar com o Governo de Canárias, para um entendimento de diplomacia comercial, tal como nós já fizemos recentemente.


A revisão constitucional não pode ser uma farsa, para se fazer de conta que se faz, e no final ficar tudo na mesma. Portugal não é um Estado unitário, Portugal é um Estado centralista, que tem recusado sistematicamente que as regiões autónomas possam concretizar as suas competências, e que possa constitucionalizar os princípios que norteiam o Estatuto-Politico-administrativo, nomeadamente o Principio da Subsidiariedade e da Continuidade Territorial, este ultimo que assenta na necessidade imperiosa de corrigir as desigualdades estruturais da ultraperiferia.

Enquanto houver cargos de ouvidores da República vigiando as autonomias; enquanto houver “meirinhos” e “fiscais de palácio” a representar esse mesmo centralismo, não haverá aprofundamento autonómico. A vigilância da Autonomia compete aos madeirenses que são escolhidos livremente para representar e fazer-se representar-se.

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