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  • Henrique Correia

"Licenças políticas" ultrapassam Carlos Pereira na extração de inertes


Empresário que é também presidente do Marítimo foi ao Parlamento denunciar, colocar o Governo em "fora de jogo" e falar em "violação grosseira" e "chocante favorecimento".



O empresário Carlos Pereira, também presidente do Marítimo, foi ao Parlamento apontar o dedo ao Governo Regional, com a secretaria de Mar e Pescas na "mira". Mas também a empresários que chegaram de repente ao setor da extração de inertes e fizeram mais ou menos uma ultrapassagem pela esquerda, podemos assim dizer. E ainda à fiscalização, que prima pela ausência de atitude interventiva. Carlos Pereira até disse que estava à espera de ser recebido por alguém, que não especificou, mas chegou um empresário que teve entrada direta e "saiu com uma licença enquanto eu fiquei com as mãos a abanar". Um deputado, um presidente de junta, todos têm licenças. Sem dúvida, uma audição com desassombro que apanhou o poder político em "fora de jogo", para usar uma expressão do lado futebolístico do emprésario.

Carlos Pereira foi ouvido na Comissão Especializada de Recursos Naturais e Ambiente, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da “António Pereira & Filhos, Unipessoal, Lda.”, enquanto peticionário da petição pública intitulada “Situações de favorecimento manifesto e reiterado no contexto da atividade de extração de inertes na costa da RAM”. O empresário lembrou que o limite permitido de licenças é de três, mas há um navio, "Anjos", que tem quatro. Face à "ilegalidade", a empresa de Carlos Pereira questionou a secretaria de Teófilo Cunha, no sentido de resultar na suspensão da quarta licença que constituía uma violação grosseira e um chocante favorecimento, beneficiando certos operadores e distorcido o mercado com estas desigualdades".

Carlos Pereira, cuja empresa está no mercado da extração de inertes há mais de sete décadas, diz-se ultrapassado por licenças políticas e diz que o objetivo da petição, objeto de abordagem parlamentar, é repor a legalidade e reparar os favorecimentos".

Perante os deputados, apontou críticas a quem nunca esteve no setor e é favorecido de forma clara, com a conivência do Governo. Lembra uma alteração no modelo de atribuição de licenças, em sede de orçamento, que os deputados esclareceram ter sido debatida em comissão e não em plenário. E tem uma declaração curiosa: quem tem alfaiate próprio alarga o fato no corpo.

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