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  • Henrique Correia

"Lisboa Menina e Moça" confinada e triste

Lisboa sem turismo, no fundo sem gente. Lisboa que não dorme, que não dormia, está envolta na sonolência da pandemia

Fotos Manuel De Campos Pinto

"Lisboa Menina e Moça" confinada e triste

"Lisboa menina e moça, menina Da luz que meus olhos veem tão pura Teus seios são as colinas, varina Pregão que me traz à porta, ternura Cidade a ponto luz bordada Toalha à beira mar estendida Lisboa menina e moça, amada Cidade mulher da minha vida"

Esta é uma parte da bonita letra da canção de Carlos do Carmo "Lisboa Menina e Moça", ouvida tantas vezes por tanta gente e sentida vezes sem conta ao longo da vida por muitos madeirenses que, amando a terra onde nasceram, a Madeira, tinham e têm um pouco de Lisboa no coração, por diferentes razões, pessoais, profissionais, familiares. Um sentir, um pulsar que contrasta com as imagens que ontem vi e que aqui publico, da autoria do meu primo Manuel De Campos Pinto, também ele retratando a mistura de sentimentos cada vez que a imagem exigia firmeza e o olhar "tremia" de saudade. Uma sexta-feira às 17.30 horas, Lisboa sem turismo, no fundo sem gente. Lisboa que não dorme, que não dormia, está envolta na sonolência da pandemia e com o medo que já se sente no acordar que um amanhã há-de trazer, não se sabe como, não se sabe quando.





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