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  • Henrique Correia

Lobo Marinho só regressa no fim de fevereiro; Porto Santo Line não fala de testes agora



Mário Silva em direito de cidadania: "Será que no contrato está prevista essa ausência? Nos 366 dias de 2020, o barco esteve ausente 111 (!), entre folgas, manutenção, viagens canceladas e pandemia. Só!"



O Lobo Marinho só regressa à operação marítima de passageiros entre a Madeira e o Porto Santo no fim de fevereiro. Uma manutenção profunda, mais profunda do que habitualmente acontece na já normal paragem anual, também normalmente em janeiro.

O navio está no estaleiro de Viana do Castelo e o custo desta "manutenção profunda" vai custar milhão e meio de euros.

O administrador da Porto Santo Line, Rui Albuquerque Gouveia, disse à RTP Madeira que esta manutenção, mais alargada, tem também preocupações ambientais, melhorando a situação de agressividade à fauna marítima.

Sempre que esta paragem acontece, uma paragem polémica que remete o debate para o contrato de exploração, coloca-se a questão do serviço de ligação à ilha dourada na ausência de transporte marítimo, no caso a alternativa do transporte aéreo, que por contingências várias já registou vários cancelamentos este mês. O administrador da PSL descarta responsabilidade, uma vez que há um contrato com o operador aéreo e é a este que cabe a responsabilidade de eventuais anomalias.

Sobre a exigência de testes negativos à Covid-19 a quem chegar ao Porto Santo, por via aérea, enquanto durar a manutenção do Lobo Marinho e a dúvida sobre se essa exigência irá estender-se à ligação marítima quando o navio retonar a ligação, o administrador "esquiva-se" ao aprofundamento da questão, dizendo apenas que "a nossa operação acabou a 7 de janeiro, está parada e essa é uma matéria sobre a qual não nos vamis debruçar atempadamente". Uma forma "diplomática" de "empurrar" a medida para pelo menos até fim de fevereiro.

Para já, a decisão do Governo Regional, de obrigatoriedade de apresentar teste negativo, ou em alternativa fazer teste à chegada, é para ser válida até ao regresso do Lobo Marinho, o que por si só é representa una dualidade de critérios, por comparação com o transporte marítimo, além de constituir, também aqui, um " empurrar" a situação com a " barriga", pode ser que já não seja necessárioma essa imposição ao Lobo Marinho no final de fevereiro depois desta "profundíssima" manutenção.

De referir que, a este propósito, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, numa posição corroborada pela restante vereação, defendeu que o alargamento dos testes deveria abranger o Lobo Marinho quando este regressar à operação.

Num outro contexto, o da manutenção em fevereiro, Mário Silva, figura conhecida na ilha e na Região, com ligações ao PSD, antigo colaborador na comunicação social, veio a público questionar estas declarações do administrador da Porto Santo Line, exercendo um direito de cidadania e escrevendo, na sua página do Facebook, que "E o "Sr." foi à TV e disse, que o barco só volta à travessia no final de Fevereiro, após um período mais alargado no estaleiro!

Disse que a empresa assegura lugares no barco-avião, para os residentes no PXO (e residente não basta ter PXO no BI, tem que ter o atestado de residência).

O que o "Sr." não disse foi que, antes o barco estava ausente menos de um mês e agora estará quase 2(!) meses.

Será que no contrato está prevista essa ausência?

Lembro que, nos 366 dias de 2020, o barco esteve ausente 111 (!), entre folgas, manutenção, viagens canceladas e pandemia. Só!"

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