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  • Henrique Correia

Médicos pedem aos portugueses um "Natal, mas pouco..."


A petição de médicos aos portugueses é clara. Nem o que disse Costa, de distribuir os convívios familiares por vários dias, está certo. Os médicos dizem que não pode ser. 


Um Natal sem Natal. Ou um Natal, mas pouco...São estes, na essência, os desafios da classe médica face à pandemia da Covid-19. Para não descontrolar mais o que já está descontrolado. Alarma? Fomenta o medo nos portugueses? Pode ser. Mas se a situação é assim tão grave, nada é alarmante, tudo é informação útil e necessária para que os portugueses se sintam informados sobre a realidade. Se a realidade é para alarme, é outra coisa. Contra isso, nada a fazer que não seja o respeito pelas recomendações médicas, de quem sabe portanto. A petição de médicos aos portugueses é clara. Nem o que disse Costa, de distribuir os convívios familiares por vários dias, está certo. Os médicos dizem que não pode ser.  Aqui, na Madeira, embora com um quadro epidemiológico menos grave, vamos também ter menos Natal. Mercado sem Noite. Barracas sem poncha. Diversões sem parque ou parque com poucas e controladas diversões, aem se saber muito bem como é que isso se az. Fogo sem ajuntamentos, o que é "obra" se for conseguido.  É isto que se vai chamando Natal diferente. Para não chamar Natal sem Natal. A petição dos médicos, que hoje já ultrapassava as 1600 assinaturas, lança vários pedidis aos portugueses. Veja quais logo abaixo: - Sempre que esteja em contacto com pessoas que não vivem em sua casa, use corretamente uma máscara facial, cobrindo o nariz e a boca. Tenha o cuidado de ajustar bem a máscara para evitar folgas laterais ou folgas junto ao nariz. - Mantenha uma distância de 2 metros das outras pessoas. Em ambiente fechado, sem máscara, não existe uma distância segura. - Evite levar as suas mãos aos olhos, nariz e boca. - Lave as mãos com água e sabão com frequência. - Este Natal vai ser diferente. Para que no próximo ano a família se possa juntar com todos novamente à mesa, este ano, cada família deverá ficar em sua própria casa. Evitemos convívios entre familiares de agregados diferentes. - O mesmo se aplica aos jantares de Natal das empresas. Este ano será necessário evitar essa forma de convívio. O período que estamos a viver, devido à pandemia COVID-19, é de uma extrema gravidade para a saúde, para o bem-estar físico, psíquico e social de todos nós. E é também um período de extrema gravidade sob a perspetiva financeira e económica para Portugal. Neste contexto, É fundamental compreender que a solução está na mão de todos. É fundamental compreender que o Serviço Nacional de Saúde está num ponto de tal sobrecarga, que é a saúde de todos que pode ficar em causa! De TODOS, mesmo daqueles que não têm a doença COVID-19. É fundamental compreender que as imposições legais são insuficientes para controlar esta pandemia. Do comportamento de cada cidadão, depende a saúde de todos. A união e o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da transmissão deste vírus é o caminho para todos termos mais e melhor saúde. É o caminho que salva mais vidas! Nós, médicos portugueses, necessitamos da ajuda de todos os portugueses.


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