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  • Henrique Correia

Madeira vai descentralizar economia para não ficar "presa" só ao Turismo


Pedro Calado acusa República de discriminar a Região nas verbas do Plano de Recuperação e diz que a aposta de futuro é na inovação tecnológica, na transição digital e na economia verde



O vice presidente do Governo Regional não está nada satisfeito com o diferencial existente nas verbas destinadas às Regiões Autónomas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, com claro prejuízo da Madeira ao receber menos 67,5 milhões, relativamente aos Acores.

Pedro Calado, em declarações à RTP Madeira, diz que essa diferença só pode ser explicada ao tempo em que decorreu a negociação, coincidente com as eleições nos Açores. De resto, sem ser isso, o vice não encontra explicação.

Calado diz que, incompreensívelmente, a Madeira não foi ouvida. "Ficámos surpreendidos pelo facto de não terem existido conversações institucionais com a Região Autónoma da Madeira. E um plano, que até chegou a ser apresentado em junho/julho de 2020, que era para ser nacional, tornou-se num plano para o continente".

Apesar das críticas, Pedro Calado diz que as verbas do plano servirão para uma estratégia de descentralização da Economia, que estava muito centrada no turismo. Há que apostar na inovação tecnológica, na transição digital, numa economia verde.

Relativamente à reafetação dos fundos comunitários, o vice presidente diz que as verbas já estão disponiveis e que a Região já pediu uma antecipação das mesmas.

A Madeira irá receber 770 milhões até 2026.





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