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  • Henrique Correia

Madrugada violenta confirma necessidade de intervir a tempo no "novo normal"

Agressões no Funchal e no Caniço justificam aceleração de medidas de combate à insegurança que a crise da Covid-19 trouxe


O desconfinamento, também na Madeira, trouxe indicadores novos, trouxe realidades novas neste "novo normal" que a crise provocada pela Covid-19 originou e com a qual vamos viver durante muito mais tempo. As consequências exatas ainda estamos a apurar, mas para já há mais pobreza fruto de quebras de rendimento, mas sobretudo trouxe à superfície um conjunto de problemas que já existiam mas que, porventura, eram encobertos com factores que, também eles, são hoje diferentes. A mendicidade aumentou, há nova gente e gente nova apedir, os furtos cresceram e a insegurança sente-se.

Esta última madrugada, no Funchal e no Caniço, como relata o site "Agoramadeira", registaram-se situações de desacatos com violência à mistura, nada de novo relativamente ao que vem sendo habitual nos últimos tempos e sobretudo nas madrugadas de fim-de-semana.

Refere o site que no Funchal "ocorreram duas agressões que mobilizaram os Bombeiros Sapadores do Funchal e a PSP, designadamente às 2.20 horas, na Rua do Favila, onde um homem na casa dos 30 anos foi agredido. Às 4 da manhã, na Rua da Quinta do Leme, outro homem na casa dos 30 anos também foi agredido e ficou com escoriações na face. A BIR foi chamada ao local tendo o homem sido transportado para o hospital pelos Bombeiros Sapadores do Funchal". Já no Caniço, entre a 1.30 e as 2 da manhã "houve desentendimentos na via pública com várias pessoas envolvidas, empurrões e gritos à mistura".

Não é que antes do confinamento não ocorressem situações similares, com maior incidência nas madrugadas de sábado e domingo. Sempre se registaram atos de vandalismo, sobretudo na baixa do Funchal quando os jovens saíam das discotecas e o álcool começava a falar mais alto. Mas agora, a insegurança está pior, havendo já o sentimento que constitui algum perigo andar pelo Funchal a determinadas horas antes seguras.

Estas realidades, infelizmente, justificam as preocupações já manifestadas publicamente pelas populações, ao ponto de bem recentemente o presidente da Câmara do Funchal assumir a liderança política do combate à insegurança na cidade, tendo para isso reunido com o comandante da Polícia Segurança Pública, que tem competências nesse domínio, no sentido de ser encontrada uma estratégia que reduza estes episódios que começam a ser muito frequentes e deixam um sentimento que não é nada bom numa Região que agora retoma o turismo e precisa de dar confiança, a quem aqui vive mas também a quem nos visita.



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