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  • Henrique Correia

Mais 103 casos em dois meses; rastreios nos aeroportos "salvam" Região

Era bom que as pessoas exercessem a responsabilidade com a mesma convicção com que falam da palavra. É pena que não seja assim.


No espaço de dois meses, na Região, foram mais 103 novos casos. Cerca das 18 horas, haverá nova atualização por parte do IASAÚDE

Em dois meses, a Madeira registou mais 103 casos positivos de Covid-19. Pouco por comparação com outros pontos do País, mas mesmo assim o suficiente para que o alerta se mantenha e para que haja, de cada um e de todos, uma consciencialização cada vez mais apurada relativamente à adoção de medidas consideradas essenciais, por parte das entidades de saúde, para evitar a propagação, em massa, da doença.

Desde 23 de julho, os casos foram aparecendo, na Região, o que era mais ou menos previsível, primeiro pela reabertura dos aeroportos, depois pela retoma da atividade escolar, se bem que relativamente a esta ainda não existam indicadores de eventuais reflexos negativos. Agora, do turismo sim, uma vez que têm surgido muitos casos importados, muitos com proveniência do Reino Unido, onde a situação está a revelar-se preocupante com milhares de novos casos diários.

Mas é preciso que se diga, por ser justo, que se não fosse a existência da unidade de rastreio, nos aeroportos da Região, bem como a decisão de proporcionar os testes de 72 horas antes da viagem, em laboratórios no continente, e certamente estes resultados da Madeira seriam muito mais negativos do ponto de vista da propagação da doença. Foi uma boa decisão do Governo e isso tem contribuído para uma gestão equilibrada dos casos.

O resto, faz-se com a responsabilidade de cada um, o que por si só, já o sabemos, não é possível na dimensão desejável. É preciso, por um lado, que aqueles que chegam aos aeroportos da Região aguardem em casa ou nos hotéis, o resultados do teste - sabemos que isso nem sempre acontece, lamentavelmente. E se estiverem positivos, os riscos aumentam pelo curcuito que fizeram, antes, durante e depois da viagem.

Depois , é preciso que os madeirenses não exerçam um relaxamente com o argumento que temos poucos casos. Agora, temos. Não sabemos depois.

Era bom que as pessoas exercessem a responsabilidade com a mesma convicção com que falam da palavra. É pena que não seja assim.


Nota: no contexto da operação de rastreio de viajantes nos portos e aeroportos da Madeira e do Porto Santo, há a

reportar um total cumulativo de 63353 colheitas para teste à COVID-19 realizadas (até às 17h00 do dia 21 de setembro)



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