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  • Henrique Correia

Mais devoção do que Festa e poucas máscaras porque o ar do Monte é mais puro

A Festa do Monte fica-se pelo religioso. A devoção é tudo num ano atípico. A véspera está desoladora



Quem conheceu o Monte em véspera de Festa, fica desolado. Não seria de esperar outra coisa, em função dos condicionalismos impostos pela pandemia, mas ao vivo o choque é maior. Alguns turistas, um vendedor ambulante em todo o percurso, vai arriscar, pode ser que faça algum negócio. Entre as Babosas e a saída dos tradicionais carros de cesto, há obras levadas a efeito pala Câmara do Funchal e a dado momento a passagem faz-se mesmo por um corredor que só cabe uma pessoa atrás da outra, apanhando quem vai e quem vem já fica apertado. Mas obras são obras e também festa não há.




Os carreiros recomeçaram a atividade há dias, estavam ali, parados, mais de dez, vários "palhinhas" em cima do muro com a imagem de muitas descidas alucinantes já feitas até ao Livramento. Mas o negócio ainda está fraco, pouco turismo, pouca rentabilidade, vai aos pouc. E por falar em poucos, eram poucos com máscara, como quase toda a gente que vimos. O ar puro do Monte vai ajudar.



A fé e a oração, juntas, apoderam-se das gentes, particularmente nestes dias. As velas a Nossa Senhora, um agradecimento ou a esperança de um futuro melhor, mobilizam forças nas crenças de vários da ilha. Sem véspera de festa, o dia do Monte, amanhã, ganha ainda maior dimensão. Os presidentes da Assembleia e do Governo Regional, também naturalmente o Bispo, matcam presença.

A presidente da Junta de Freguesia, Idalina silva, do PSD, diz que este ano "é assim, como em todo o lado". O objetivo foi ornamentar a Igreja e os arredores e pouco mais. O próximo ano é que é para o resto, uma vez que não há pandemia que corte a raiz da devoção.


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