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  • Henrique Correia

Mais fé e menos "Festa", mais oração e menos exuberância; nada de romagens nem autos


Na Noite de Natal "não se façam romagens, autos ou a "pensação do Menino. O habitual beijo da imagem do Menino no final da Missa, será substituído", pede o Bispo


Não é novidade para ninguém que este Natal será diferente para todos. Para as famílias, sobretudo, será particularmente doloroso relativamente ao que será uma profunda alteração das tradições, imposta pelas medidas de prevenção da Covid-19. O Natal de 2020 será único, pela metade, talvez menos, deitando por terra todos os momentos que marcam esta época, desde a parte religiosa, enraizada no povo e na terra, até à parte em que o Mercado, as Noites do Mercado, a barraquinhas da Placa Central, as Missas do Parto e o parque de diversões, transportavam-nos para um ritual que pertence a esta época. Menos este ano

A Igreja Católica já veio alertar os fiéis, os que vão sempre à missa, mas também os outros, que pelas paróquias da Região, têm por hábito irem às Missas do Parto. Pela Missa, diferente, mas pelos festejos que se seguem, entre licores, doces e música. Um encontro de gente que este ano enfrenta p medo que afasta de tudo.

O Bispo já disse que "vamos ter de viver o Natal num contexto singular: a Covid-19 impõe-nos que celebremos a festa de um modo menos exuberante".

As Missas do Parto "serão celebradas, mas peço que sejam respeitadas as distâncias de segurança sanitária, e que, à saída, não existam ajuntamentos. As paróquias não irão promover os festejos que se seguem habitualmente àquelas celebrações", referiu D. Nuno Brás.

Na Noite de Natal, "não se façam romagens, autos ou a "pensação do Menino". O habitual beijo da imagem do Menino no final da Missa, será substituído pelo gesto do sacerdote que ergue a imagem do Salvador, enquanto toda a comunidade, sem sair do lugar, canta um cântico e se inclina em reverência. Em casa, a família é convidada a reunir-se à volta do Presépio enquanto um dos seus membros faz uma oração".

Este ano, será assim. Um Natal visto de longe...


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