Manuel António: decisão foi feita "à vontade de um freguês"
- Henrique Correia

- 17 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
"Nos próximos dias faremos contactos diretos com os militantes para definir com os mesmos como reagir a toda esta situação, tendo presente a necessidade de continuar a lutar por um Partido e, acima de tudo, uma Região mais transparente".

O antigo secretário regional Manuel António Correia, primeiro subscritor de uma petição para um congresso extraordinário eletivo no PSD-M, agora rejeitada pelo Conselho de Jurisdição, já reagiu a esta posição da estrutura partidária liderada por Rui Abreu, que é chefe de gabinete de Miguel Albuquerque.
Manuel António refere que "este pedido de Congresso Extraordinário não foi feito por um “freguês”, como ofensivamente afirmou o ainda presidente, a decisão é que foi feita à vontade de um “freguês”. Foram 540 militantes que, juntos, representam muitos outros, dentro e fora do partido. Esses militantes existem, pensam, querem o melhor para o Partido e para a Madeira e não são eliminados por pressões ou decisões de burocratas protetores de um poder com medo de eleições e dos eleitores! As atitudes de desrespeito para com os militantes têm consequências políticas".
Para o opositor de Miguel Albuquerque, que diz não ter sido notificado da decisão, "estamos perante um desrespeito grosseiro e mais uma afronta aos militantes do PSD. Este é um golpe palaciano de baixo nível, que procura condicionar a liberdade e os direitos dos militantes do PSD-Madeira
Quem decidiu este processo foi o Presidente do partido, numa grave violação dos estatutos do PSD-Madeira. De facto, este ainda não conhecia o requerimento e já dizia publicamente que não haveria congresso, num evidente desrespeito pelos órgãos competentes.
24 dias para verificar assinaturas? Esse trabalho faz-se em meia hora. É um exemplo de opacidade e, se fosse verdadeiro, a evidência da incompetência de uma estrutura que demora 24 dias para fazer um trabalho básico. Da mesma forma, é ilegítimo invocar falta de pagamento de quotas pelos subscritores, até porque como é conhecimento público, nos dias anteriores à entrega, fecharam a sede do partido, negaram informação e impediram o pagamento de quotas. Isto não é sério e, mais uma vez, constitui desrespeito pelos militantes".
Manuel António garante que "ainda assim, temos a certeza de que, dos 540 subscritores, mais de 300 daqueles têm quotas pagas e exigimos que o partido faça prova da inexistência de 300 assinaturas nessa condição.
Esta situação é o reflexo de um PSD-Madeira capturado por uma oligarquia, que, além de desrespeitar e mostrar medo dos militantes, se encontra ao serviço de um presidente que se agarra ao poder mesmo contra a vontade da maioria".




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