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  • Duarte Azevedo

Marítimo: Choupana é a única alternativa aos Barreiros?


Verde-rubros em risco de verem a Liga interditar o 'seu' relvado.


O Marítimo nos dois jogos disputados esta época no seu Estádio teve duas notas negativas na avaliação do relvado por parte da Liga de Clubes - no jogo com o Braga, foi de 2,06 numa escala de 5.

No novo regulamento, estabelecido para esta época, está determinado que duas notas negativas o recinto ficará impedido de receber jogos. No caso em apreço, temos que a primeira nota negativa aconteceu em jogo da Taça da Liga pelo que não entra nestas contas. Ou seja, dentro desta perspetiva, perante nova nota negativa em jogo da Liga o Marítimo terá de procurar outro campo para jogar - fica a dúvida, também, se são duas notas negativas seguidas.

Com o pior relvado de todos na classificação final do último campeonato, o Marítimo pouco ou nada melhorou o seu recinto com a chegada desta nova época. Portanto, se não o fez em dois meses certamente que não será no espaço de 15 dias - o tempo entre o jogo com o Braga e o próximo, com o FC Porto - que a relva se apresentará (substancialmente) melhor. Nova nota negativa à vista? Deseja-se que não... mas é difícil não apontar tal como forte possibilidade.

Aí chegados, onde jogará o Marítimo se, de facto, a Liga de Clubes, interditar o recinto? Em Machico? Na Ribeira Brava? Consta que o Marítimo não apresentou nenhum recinto alternativo aos Barreiros. E qualquer um desses espaços necessita de substanciais arranjos para satisfazer as exigência de um jogo da Liga. É verdade que o União já jogou na Ribeira Brava para o principal campeonato português, mas então teve que realizar uma série de melhoramentos para os jogos com transmissão televisiva. E, ao tempo, não havia VAR - o que acresce, e muito, as condições necessárias.

Perante este cenário, resta a Choupana. Ou o continente português.

Enfim, um assunto que parece de somenos para os principais responsáveis. Afinal, desde o começo da época 2017/2018 que o relvado dos 'Barreiros' vem merecendo duras críticas e meros arranjos aqui e acolá só serviram para minimizar a situação por pequeno espaço de tempo. E, claro, com custos elevados que, porventura, dariam para a ajuda de um relvado e sistema de irrigação novos.

É que, está à vista de todos, desde há alguns anos que só uma mudança radical - relva, areia, terra, sistema de rega... - é que resolverá esta importante questão. Que para além dos custos financeiros previsíveis - quando mais tardar, serão sempre superiores -, poderá vir a acarretar custos desportivos importantes.

Mas esta é uma matéria que nem vale a pena aflorar, é chover no molhado...

(Na imagem, o funcionário Filipe. De uma entrega total ao clube mas custou vê-lo sozinho entrar no relvado, no intervalo do jogo com o Braga, procurando minimizar os estragos no relvado... Sozinho... Só minutos mais tarde acompanhado por um outro. Claro que não há milagres.)

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