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  • henriquecorreia196

Marítimo decide substituir o relvado e responsabiliza pareceres técnicos anteriores



A partir de 1 de outubro, a gestão do relvado do Estádio do Marítimo estará sob a supervisão da empresa RED – Relvados e Equipamentos Desportivos Lda".


O Marítimo emitiu hoje um comunicado onde revela que "na sequência da última vistoria e de diálogo com a Liga Portuguesa de Futebol, vai proceder à substituição integral do relvado existente, assim como do seu sistema de rega. Até lá, entidades especializadas procurarão identificar a melhor solução em termos de relva face ao enquadramento microclimático do Estádio".

A direção informa, ainda, que "a partir do dia 1 de Outubro, não obstante o acompanhamento especializado que já vinha sendo dado, a gestão do relvado do Estádio do Marítimo estará sob a supervisão da empresa RED – Relvados e Equipamentos Desportivos Lda".

Parecendo uma decisão inevitável e sucessivamente adiada, aproveita a direção para esclarecer os sócios do seguinte. Confira a argumentação:


1) até à presente data, e em momento algum no passado, foi o Marítimo demandado para substituir o seu relvado, tendo sempre havido o entendimento por parte de especialistas que a sua condição, mesmo nas piores fases, era perfeitamente recuperável;


2) aliás, no final da época passada, o relvado apresentava condição aceitável não tendo sido alvo de reparos;


3) o relvado do Estádio do Marítimo, instalado no início da época 2016-2017, sofreu um forte ataque fúngico na semana que antecedeu o jogo da Taça da Liga, com o Boavista, realizado a 25 de Julho, tendo, por isso, ficado num estado visivelmente deteriorado;


4) imediatamente após este encontro, o primeiro oficial da temporada 20/21, a Liga Portugal colocou técnicos especializados a orientar os trabalhos de manutenção a realizar, tendo em vista a rápida recuperação do tapete;


5) como é do conhecimento público, o mês de agosto na Madeira ficou marcado por temperaturas excecionalmente altas, que não contribuíram para a regeneração desejada do terreno, cenário que, decisivamente, concorreu para a interdição do Estádio, após duas classificações negativas verificadas nos jogos com o SC Braga e FC Porto;


6) posteriormente ao jogo com FC Porto, referente à quarta jornada da Liga BWIN, o Marítimo foi notificado da decisão de interdição do seu estádio, tendo, a partir de então, e só a partir deste momento, sido devolvida ao Marítimo a responsabilidade integral dos trabalhos de manutenção e recuperação do relvado;


7) neste contexto, o Marítimo solicitou o parecer técnico a várias empresas especializadas, nacionais e internacionais, a fim de decidir o melhor plano de ação a implementar, de forma a resgatar o estádio no mais curto espaço de tempo possível.


8) após análise dos referidos pareceres técnicos, que divergiam tanto no diagnóstico como na intervenção a operar, urgia tomar uma decisão imediata, tendo a empresa Agriloja assumido, provisoriamente, a responsabilidade de orientação técnica dos trabalhos levados a cabo.


9) face a intervenções anteriores, todas elas especializadas, as melhorias foram evidentes conforme atesta o relatório de vistorias da Comissão Técnica da Liga Portuguesa;


10) o Marítimo, em todo o processo, não negligenciou o que estava em causa, nem olhou a meios para ultrapassar o problema, tudo indicando, em função dos diálogos estabelecidos, que no próximo jogo com o Gil Vicente estaremos todos de volta a “casa”.


11) Finalmente, paralelamente a estes acontecimentos, decorreu a apresentação de propostas de empresas de referência que culminou com a adjudicação, a partir do próximo dia 1 de Outubro, à empresa RED, da gestão do relvado do Estádio do Marítimo, uma empresa com enorme experiência nacional, validada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, pela Federação e ainda por clubes como o SC Braga, o FC Porto e o SL Benfica.

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