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  • Henrique Correia

Marcelo contra a "xenofobia" promete combate às injustiças e mudanças no voto


"Os portugueses não querem uma radicalização e o extremismo, querem uma pandemia terminada o mais rápido possível, querem uma pespetiva de futuro efetiva. Querem combate à pobreza, à desigualdade, querem uma governação forte"


Marcelo Rebelo de Sousa venceu as eleições presidenciais de hoje. Num contexto difícil que trouxe uma abstenção superior a 54%. Mas Marcelo foi reeleito à primeira volta e as primeiras palavras foram para o Portugal em pandemia, para lembrar os mortos da Covid-19. Depois, foi a confirmação da renovação da confiança dos portugueses ao Presidente da República, que Marcelo reconhece e sente-se honrado pelo voto, em condições mais difíceis do que aquelas que ocorream em 2016.

Marcelo diz que "o Presidente é um só", afirma que a confiança "não é um cheque em branco", diz que não será um presidente de facção, que vai respeitar o pluralismo e a diferença, que nunca vai desistir da justiça social. Os portugueses querem mais e melhor, também em gestão da pandemia. Entendi esse sinal e tirarei as ilações".

O Chefe de Estado promete ajustar o que tiver que ser ajustado em termos de votos por correspondência, melhorando a situação que impediu a votação de muitos portugueses espalhados pelo mundo. Além disso, "há uma resposta importante que os portugueses querem e não querem, e demonstraram no voto, não querem uma pandemia infindável, o empobrecimento agravado e um recuo com outras sociedades, desde logo europeias, não querem uma radicalização e o extremismo, querem uma pandemia terminada o mais rápido possível, querem uma pespetiva de futuro efetiva. Querem combate à pobreza, à desigualdade, querem uma governação forte, querem que a democracia constitucional respeite a Constituição, querem sair deste quase de ano de vida congelada para um horizonte de esperança e de sonho".

No discurso de vitória, Marcelo Rebelo de Sousa diz que devemos encontrar o que perdemos, fazer esquecer a xenofobias e os medos instalados, temos que partir quanto antes para atingir a meta para não deixar esmurecer a esperança. Sendo tudo urgente numa sociedade em crise, o mais urgente do urgente chama-se combate à pandemia. Temos que fazer tudo para travar e depois inverter o processo. Garantir por obras, e não apenas por palavras, que não há dois Portugais".

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