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  • Henrique Correia

Marcelo preocupado com aumento de casos de Covid-19 diz que o equilíbrio "depende das pessoas"

Hoje há mais 673 novos infetados em Portugal. Este foi o pior fim-se-semana desde abril. Fátima regista enchente e dá a ideia de "dois pesos e duas medidas".


"Deve haver um equilíbrio entre a dramatização excessiva e a desdramatização excessiva".


O Santuário de Fátima apresentava hoje, no 13 de setembro, este enorme ajuntamento.


Este foi o pior fim-de-semana de casos positivos de Covid-19 em Portugal desde abril: só este domingo, foram 7 mortos e mais 673 novos infetados. Um número que deixou o Presidente da República verdadeiramente "preocupado", como reconheceu em declarações ao Jornal das 8 na TVI. Foram mais 1170 infeções entre sábado e domingo, um resultado que não deixa de constituir um indicador de que a segunda vaga pode já estar em curso. No total, desde o início da pandemia, Portugal regista 1.867 mortos e 63.983 infetados.

Além dos casos de hoje, um aumento significativo, na linha do que vem acontecendo no território continental, registou-se um episódio verdadeiramente complexo no Santuário de Fátima, onde uma enchente veio deitar por terra as recomendações e a coerência de qualquer discurso sobre precauções a ter. Aquelas imagens dão a ideia de dois pesos e dias medidas.

Marcelo não respondeu diretamente à pergunta e percebe-se porquê, quer passar entre os "pingos da chuva" nesta questão com a Igreja Católica. Mas deu uma resposta que dá para tudo, funciona como um alerta para as pessoas, o princípio de que a responsabilidade de cada um vai decidir o coletivo:

O Presidente considera que "deve haver um equilíbrio entre a dramatização excessiva e a desdramatização excessiva. Este equilíbrio depende das pessoas e não há, em democracia, instrumentos que substituam a vontade das pessoas. Há setores sociais que dramatizam em excesso, por eles não se abriam as escolas, tínhamos um ensino coxo. E depois há uma parte dos portugueses, entre eles jovens, que têm uma posição oposta caindo na desdramatização total, para eles a vida pode ser vivida como se não houvesse este problema, o que é errado. E é neste equilíbrio que deve assentar a resposta, acompanhada pelo aumento de testes".

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