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  • Henrique Correia

Marcelo prepara o seu gabinete para eleições mas Costa está otimista no OE


Presidente da República já pensa na possibilidade de chumbo do Orçamento mas o primeiro-ministro acredita num acordo mas diz que não pode "dar um passo maior do que a perna".





Segundo relata o jornal Expresso, o Presidente da República já estará a preparar a sua equipa do gabinete presidencial para a possibilidade, cada vez mais acentuada, de eleições antecipadas. Ainda não há acordo para o Orçamento de Estado e por isso o futuro do Governo pode estar em causa se houver chumbo no Parlamento. As negociações prosseguem mas declarações tanto do PCP como do Bloco vão no sentido de recusa do documento.

O jornal garante que "Marcelo Rebelo de Sousa avisou o seu staff no sábado para a possibilidade de toda a sua agenda ter que ser cancelada até ao fim do ano caso a crise política que tudo tem feito para evitar se revele incontornável.

O dia 26 de outubro é dia D, é nessa data que haverá a votação do Orçamento na generalidade e aí Marcelo já ficará a saber se há ou não chumbo do OE. Se houver, refere o Expresso, segue-se o processo longo de audição dos partidos, convocação do Conselho de Estado, dissolução do Parlamento e convocação de eleições dentro de 2 meses, o que daria um ato eleitoral para janeiro de 2022.

Este contexto, avisou Marcelo, é mau para o País, ainda mal refeito da crise pandémica e económica. Eleições significam um País adiado. O Presidente está à espera do acordo mas está preparado para o chumbo.

Já hoje, o primeiro-ministro António Costa mostrou-se otimista quanto ao acordo de viabilização do Orçamento de Estado, revelando a existência de reuniões agendadas nesse sentido, mas alertando que "o Governo não pode dar um passo maior do que a perna".


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