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Marinheiros do Mondego não querem venda do navio

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura


Os treze marinheiros, 4 sargentos e 9 praças, acusados de insubordinação por recusarem missão na Nsdeuea, defendem que a venda do navio à República Dominicana, vai destruir provas da sua defesa.




Os treze marinheiros acusados de insubordinação por se terem recusado embarcar a bordo do "Mondego", em março de 2023, alegando falta de segurança do navio, que se encontrava no porto do Funchal e preparava uma missão de fiscalização e acompanhamento de navio russo, a norte do Porto Santo, querem impedir a venda já anunciada do navio à República Dominicana. A razão prende-se com o processo em curso e a eventualidade de destruição de provas relevantes à defesa. Os três sargentos e os nove praças reagiram depois do Governo ter anunciado a venda do navio por 6 milhões de euros.

A informação do Jornal de Notícias revela que os envolvidos procuram sensibilizar as autoridades judiciais para impedir o negócio, uma vez que o processo continua aberto depois de uma condenação anulada pelo Tribunal Central Administrativo do Sul.

O advogado dos marinheiros, Garcia Pereira, diz que o navio está há um ano parado no Alfeite e dele têm sido retiradas peças para reparação de outros navios, além de uma intervenção visando a venda anunciada, situações que, na perspetiva da defesa, ocultam possíveis provas no âmbito de um processo que não está fechado.

Recorde-se que em 2023, aquando deste incidente, o então Chefe de Estado Maior da Armada (CEMA), Almirante Gouveia e Melo, que recentemente falhou a entrada na vida política ao ficar pela primeira volta das eleições presidenciais, veio à Madeira falar aos militares do Mondegoce, mais tarde, em entrevista à Lusa, considerou que

"o Mondego é uma exceção. E não queria dizer muito mais sobre isso. Numa Marinha de sete mil militares, treze militares com determinado comportamento, que agora seguirá os seus parâmetros de avaliação, quer internos quer externos, com tudo o que a justiça tem, é uma exceção. E essa exceção aconteceu, não a escondemos, mas nós já superámos isso".

 
 
 

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