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  • Henrique Correia

Menores viajam sós para Porto Santo e ficam em garagens; madrugada de vandalismo


Todos os anos é o mesmo no Porto Santo, um pandemónio resultante da falta de civismo à mistura com o consumo de álcool. Este ano está pior e nem a Covid-19 veio reduzir os excessos que muitos jovens cometem nas noites de verão naquele que é considerado o "paraíso" e a "ilha verde" se falarmos da pandemia, que significa ilha sem casos, o que parece funcionar em sentido contrário para muitos. A polícia fala em empolamento da situação, mesmo que as imagens e os relatos expressem uma realidade diferente.

A Câmara Municipal já se pronunciou depois de uma noite de vandalismo, com destruição de recipientes de lixo, a pontapé, além de outro material urbano, bem como o assalto a um restaurante. Os testemunhos são esclarecedores quanto à gravidade da situação, há um vídeo onde se vê um menor a matar um pato, sendo que depois de cometerem todos estes excessos, de comportamentos e de linguagem, fazem gala disso e vangloriam-se com as publicações nas redes sociais.

Um dos aspetos que é apontado como potenciando esta onda de vandalização noturna, está no facto de muitos menores comprarem viagens no Lobo Marinho, irem sós para o Porto Santo, onde ficam em garagens e sem qualquer supervisão, estando assim criadas condições para que os problemas aconteçam em função da falta de prevenção. Não era mal pensado se a Porto Santo Line encontrasse uma solução para isso.

A Autarquia veio a público esclarecer que "temos recebido várias imagens com atos de vandalismo que ocorrem no concelho do Porto Santo, as quais condenamos e repudiamos veementemente. Informamos que todas as imagens e vídeos reportados a este Município foram enviados às autoridades competentes. Não podemos aceitar, nem tolerar estes comportamentos altamente censuráveis".

Estas situações já geraram uma onda de indignação e a verdade é que estamos perante situações verdadeiramente inconcebíbeis e fruto de um comportamento passivo da sociedade, de alguns pais, que assistem a estas atitudes como sendo próprias da juventude, confundindo, eles próprios, valores mínimos de integração numa sociedade civilizada.

É importante ter mão pesada sobre qualquer tipo de vandalismo. Identificar os autores, puni-los, social e criminalmente, dentro do que a lei permite.

Não vale a pena ter uma "ilha verde" com a mentalidade no "vermelho".

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