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  • Henrique Correia

Menos recolher, mais restauração e pressão zero


Miguel Albuquerque: "Se tomarmos medidas em função do interesse imediato, deitaremos tudo a perder"



"Tudo será feito para garantir a segurança da população e para salvar o Verão e a retoma do Turismo".


Segunda-feira é dia "D" para a nova fase de medidas de contenção à Covid-19. Ontem, Miguel Albuquerque anunciou que nesse dia, 26 de abril, vai revelar um novo período de restrições, certamente mais ligeiras, sendo que hoje, o DN publica aquela que parece ser uma informação oficial, no sentido que o recolher passará para as 23 horas e o encerramento dos restaurantes e bares entre as 22 e as 22.30 horas, o que corresponde a um aligeirar em termos de horários, que vai ao encontro das exigências do setor.

A bem da verdade, a restauração na Madeira, não é comparável à verificada no continente, embora sobretudo os que viviam à base do turismo, tenham sofrido mais do que aqueles que têm uma atividade mais virada para o mercado local, e que se encontram abertos até às 18 horas de segunda a sexta e até às 17 aos sábados e feriados. No fundo, perdem o jantar, ainda que entre as 17 e as 22 horas possam manter o serviço de entregas.

Mas o que conta mesmo é o que o presidente do Governo vai decidir, apesar de muitas decisões anteriores terem saído para jornais muito antes do anúncio oficial, o que vem constituindo uma espécie de "modus operandi" entre alguma comunicação social e organismos oficiais.

De qualquer modo, conhecendo a estratégia, a solução não andará longe daquela apresentada pelo DN, que também já foi a proposta da ACIF, ontem, numa reunião na Quinta Vigia.

Como disse Albuquerque, "a pandemia não despareceu", para justificar a necessidade de reabrir de forma controlada.

O presidente do Governo deixa claro que "as decisões de alívio das restrições a tomar levarão sempre em conta de que nada se poderá fazer precipitadamente, sob pena de tudo voltar para trás e se voltar a fechar as coisas, como aconteceu, recentemente, nos Açores".

Albuquerque garante que "tudo será feito para garantir a segurança da população e para salvar o Verão e a retoma do Turismo. Porque se tomarmos medidas precipitadas, medidas irresponsáveis, se tomarmos medidas em função do interesse imediato – e eu compreendo que há necessidades imperativas em algumas áreas que estão, há muito tempo, restringidas e que tal facto provoque ansiedade – deitaremos tudo a perder", reforçou, como expressa num texto publicado nas plataformas digitais do Governo.


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