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  • Henrique Correia

Mercado à moda antiga só para vender frutas e legumes; será que a tradição "pega"?


A arrematação dos espaços de venda de hortofrutícolas situados na Rua Latino Coelho decorrerá já, amanhã, sexta-feira, 10 de dezembro. Os espaços para venda nos dias 22, 23 e 24 de dezembro terão um preço-base de 150€.




A Noite do Mercado nasceu quase assim, era para vender fruta, legumes, ramos e árvores de Natal. Era a 23 na mesma, para compradores de última hora e os mais novos andavam de carrinhos elétricos com "choques" entre meninos e meninas, deslumbramentos com o "poço da morte" e para quem gosta, algodão doce, churros e muita festa. Era simples, os jovens contentavam-se com pouco, que remédio, os dinheiros eram poucos, na generalidade, mas um churro bem aviado era a coisa melhor do mundo. Andar nos carrinhos elétricos era a outra coisa do "outro mundo".

Tudo muito natural, como meio quilo de tangerinas, daquelas que cheiram - e lá metiam a unha para ver se o vendedor não enganava - para comer mas também para colocar junto à lapinha, a par dos peros pequeninos e também de cheiro. Era mais ou menos isto a Noite do Mercado, feita à volta do Mercado dos Lavradores.

Este ano de 2021, o 23 regressa no formato antigo, a pandemia não deixa grande margem para fazer o que entretanto foi feito, uma noite que além do Mercado, era a noite do Funchal, onde havia poncha de fartura e copos até cair, mas também encontros que ajudavam a compor o Natal bem madeirense. É excessivo, estravasa a Noite do Mercado tradicional. É verdade, mas a Noite do Mercado, agora, é assim. Não se sabe se depois da pandemia, as novas gerações descem à cidade para comprar tangerinas, peros, laranjas e o abacaxi que faz a vez do ananás, que cheira bem nas escalda que se farta.

Para este ano de 2021, a Câmara do Funchal já começou a preparar a noite. E anuncia que já a partir do dia 22 de dezembro, poderá encontrar os habituais vendedores de frutas e legumes da época e de ramagens no interior do Mercado e nas ruas circundantes, revelando que a Rua Latino Coelho estará reservada à venda de hortofrutícolas e a Rua da Boa Viagem à venda de ramagens e verduras.

Salvaguarda a Autarquia que "de forma a preservar a tradição e o cumprimento escrupuloso de todas as medidas de segurança, serão criados circuitos para que as pessoas possam circular, com toda a segurança, no interior e no exterior do Mercado dos Lavradores".

A arrematação dos espaços de venda de hortofrutícolas sitos na Rua Latino Coelho decorrerá já, amanhã, sexta-feira, 10 de dezembro.

Numa nota enviada pela CMF, refere-se que "este procedimento irá decorrer junto aos Serviços Administrativos no Mercado dos Lavradores, pelas 10h, e os espaços para venda nos dias 22, 23 e 24 de dezembro terão um preço-base de 150€. À semelhança de outros anos, estes espaços prometem preencher de aromas e cor esta artéria, caracterizada pela azáfama natural de quem procura produtos frescos e da época.

Poderá consultar o edital da arrematação dos espaços para venda de produtos hortofrutícolas e o edital dos horários de funcionamento da época natalícia do Mercado dos Lavradores e do Mercado da Penteada no site da Câmara Municipal do Funchal https://www.cm-funchal.pt/ e no site dos Mercados Municipais https://mercados.cm-funchal.pt/.

Refira-se que o horário de funcionamento destes espaços será o seguinte: das 07:00 às 22:00 no dia 22, das 07:00 às 02:00 no dia seguinte e, dia 24, das 07:00 às 14:00.

No Mercado dos Lavradores, na quarta-feira, 22 de Dezembro, o horário de funcionamento será das 07:00 às 22:00, no dia 23, quinta-feira, das 08:00 Às 22:00 e, no dia 24, sexta-feira, das 07:00 às 14:00.

Note-se que a 25 e 26 de Dezembro, o Mercado estará encerrado, reabrindo, dia 27, segunda-feira, das 07:00 às 19:00, horário que se mantém nos dias seguintes, excepto a 31 de Dezembro, em que encerra às 16:00, dia em que abre às 07:00.

De salientar que no dia 31 de dezembro, pela primeira vez, o Mercado dos Lavradores ficará aberto até às 16h, um desejo transmitido pelos comerciantes ao Executivo camarário.

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