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  • Henrique Correia

Metade da população adulta pesa mais do que devia



O sedentarismo aliado ao consumo excessivo de calorias contribuíram para o aumento do número de adultos obesos das últimas décadas


António Quintal, médico, responsável pelo Núcleo de Cirurgia Bariátrica do Serviço de Saúde da Região, faz um alerta importante num contexto de debate sobre o dia mundial da obesidade, que foi assinalado a 4 de março. A obesidade é um problema de saúde pública e, por isso, é importante a prevenção.

Num apontamento publicado pelo Governo nas plataformas digitais, a estimativa apontada, para a Região, é a de que "cerca de 50% da população adulta da região tenha excesso de peso e por consequência outras doenças associadas, entre elas a diabetes tipo 2, hipertensão e alguns tipos de cancro".

“O sedentarismo aliado ao consumo excessivo de calorias contribuíram para o aumento do número de adultos obesos das últimas décadas, mas o metabolismo e a genética são também fatores determinantes para a obesidade”, referiu o médico.

A nota publicada explica que, ao nível do tratamento, o SESARAM realiza três tipos de cirurgia bariátrica no tratamento da obesidade mórbida, o sleeve gastrectomy (redução gástrica), o bypass gástrico e o mini bypass. "A cirurgia bariátrica é um instrumento eficaz mas não definitivo no tratamento da obesidade mórbida, após a cirurgia há que manter estilos de vida saudáveis sob orientação duma equipa multidisciplinar, para que a perda do excesso de peso seja mantida ao longo do tempo, idealmente, entre os 80% a 100%". Segundo o texto divulgado, estas cirurgias não têm limite de idade, mas regra geral, qualquer utente com indicação, entre os 16 e 65 anos, pode ser submetido a este tipo de cirurgia" Estima-se que a população com obesidade mórbida, não submetida a tratamento, tenha uma esperança de vida de em média 10 anos menos do que a população normal. No SESARAM, os doentes com obesidade mórbida são acompanhados por uma equipa multidisciplinar que conta com os médicos António Quintal, Ricardo Viveiros e Miguel Reis, apoiados pela enfermeira Elisa Xavier, pela nutricionista Paula Bettencourt e pela psicóloga Joana Lopes.

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