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  • Henrique Correia

Miguel Gouveia solidário com arguidos: "Ficar em silêncio é compactuar com injustiças"

"Poderão contar com a minha colaboração nos difíceis tempos que se avizinham na certeza que nunca uma injustiça se apagará com outra".

Um dia depois do tribunal ter decidido levar a julgamento a atual vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, no âmbito do processo da queda da árvore no Monte, em agosto de 2017, quando Idalina Perestrelo era vereadora do Ambiente, o presidente da Autarquia, Miguel Gouveia, veio hoje a público, na sua página do Facebook, escrever que "ficar em silêncio é compactuar com injustiças".

O presidente da Câmara Municipal disse, através de um escrito direcionado para a número dois da atual equipa camarária, mas também para Francisco Andrade, à época chefe de divisão de jardins e também constituído arguido no processo, qye "não poderia deixar de expressar a minha total solidariedade com a Idalina Perestrelo e com o Francisco Andrade, que no desempenho das suas funções na autarquia do Funchal se viram sorvidos para um vórtice mediático".

Miguel Gouveia diz estar seguro que "cumpriram com zelo e profissionalismo todas as suas responsabilidades enquanto servidores públicos e não merecem o ordálio a que serão submetidos. Poderão contar com a minha colaboração nos difíceis tempos que se avizinham na certeza que nunca uma injustiça se apagará com outra".

Recorde-se que a queda da árvore fez 13 mortos. Os arguidos estão indiciados por 13 crimes de homicídio por negligência e 14 crimes de ofensa à integridade física por negligência. O tribunal decidiu não pronunciar o então presidente da Câmara, Paulo Cafôfo.

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