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  • Henrique Correia

Miguel Silva foi salvo pelo interesse do Marítimo


Guarda-redes não entrava nas contas do Apoel.


Neste começo de época dá-se a curiosidade do Marítimo ter dispensado todos os três guarda-redes do plantel principal - Caio Secco, pelo qual pagou ao contratá-lo ao Feirense já com a última época a decorrer, e Charles tinham contrato; Amir não -, e, para já, ao que foi público, apenas encontrou um substituto. Ou seja, nas primeiras semanas de trabalho, Velazquez somente contou com dois elementos, já que ao contratado Miguel Silva juntou-se o jovem madeirense Pedro Teixeira - cada um destes teve que fazer todo o jogo-treino entre as equipas A e B na última 5ª feira...

Por estes dias, Miguel Silva, 26 anos, que se tornou notado no Vitória de Guimarães, onde era conhecido como 'guarda-redes adepto' tal o sentimento vitoriano evidenciado, e na época passada jogou no Apoel de Chipre, concedeu uma extensa entrevista a 'A Bola', confessando que com o surgimento do convite do Marítimo ficou aliviado. "Confesso que fiquei mais nervoso do que o habitual. Sabia que o clube [Apoel] não contava comigo para esta época e que tinha de procurar clube (...) Estava de férias quando recebi o telefonema do meu empresário com o interesse do Marítimo (...) É verdade que passei uns dias um bocado stressado, o Apoel não contava comigo mas tinha que voltar, mas felizmente tudo se compôs".

Curiosamente, Miguel Silva quando ingressou no Apoel, com um contrato por duas épocas - faltava cumprir uma -, o Guimarães manteve 62,50% dos seus direitos económicos que, no entanto, não devem ter sido para aqui chamados pois, apesar de nada ter constado, o Marítimo terá recebido o jogador a custo zero. Isto porque os dirigentes do Apoel ficaram insatisfeitos com a prestação do jogador, originado assim a sua dispensa. Mas aqui surge, também, um caso curioso.

Pela primeira vez nos últimos 30 anos o Apoel não se classificou em 2020/21 para uma prova europeia, realizando uma péssima época, lutando pela manutenção no principal campeonato de Chipre. Ao contrário, repete-se, dos últimos 30 anos. Ora Miguel Silva realizou 25 jogos ao serviço dos cipriotas mas a partir de 5 de maio deixou de fazer parte do plantel, quando o campeonato só acabou no final desse mês - a baliza, entretanto, ficou entregue a um jovem de 20 anos. Aliás, o novo verde-rubro realizou o último jogo a 17 de abril, ficando no 'banco' nas três partidas posteriores. Até ao tal 5 de maio. Comenta um jogador com muitos anos de Chipre que estas situações não são inéditas: "Os dirigentes quando não estão satisfeitos com os jogadores, 'encostam-nos', trabalhando à margem do plantel".

A verdade é que Miguel Silva nunca mais figurou nos jogos do Apoel, depois de 5 de maio, ficando fora do plantel, mas - aí está o curioso -, só rescindiu contrato a 26 de junho, quando o Apoel o anunciou nas redes sociais. Três dias depois era apresentado pelo CS Marítimo, anunciando-se um contrato de três anos...

Mais um pormenor que, neste caso, se calhar, uma coisa não terá a ver com a outra: Andreas Karo, que era jogador do Marítimo e tinha mais dois anos de contrato, ingressou no Apoel no começo de junho. Também não foi pública uma eventual contrapartida.

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