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  • Henrique Correia

Miguel Sousa dá "cartão vermelho" ao modelo dos clubes e a Rui Gonçalves


Antigo vice do Governo Regional escreve artigo sobre futebol, mas mete no fim uma crítica ao antigo secretário das Finanças: "Por causa destes e outros que tais, a Madeira não anda". Em causa a zona de baixa fiscalidade



Foi uma crónica sobre futebol aquela que Miguel Sousa escreveu no Diário, que desta vez meteu um "cartão vermelho" também na política, com direção bem definida para Rui Gonçalves, que durante muito tempo foi diretor regional das Finanças e chegou mesmo a secretário regional. Foi no fim da crónica, depois de uma "lavagem" na organização nos clubes, nos modelos esgotados e na possibilidade, muito forte, de Marítimo e Nacional poderem acabar na segunda Liga.

Miguel Sousa, como sabemos, foi vice presidente do Governo Regional, foi secretário com a pasta das Finanças, no tempo de Jardim, foi vice presidente da Assembleia, sabe do que fala, não obstante não ser propriamente uma figura política consensual, nem na altura, nem agora, mais virado para o futebol, onde é presidente da Assembleia Geral do Nacional, além da sua vida empresarial.

Neste artigo, Miguel Sousa retirou parte da intervenção de Rui Gonçalves, na Assembleia Regional, no contexto da comissão que avalia o contrato de concessão da Zona Franca, para ser duro com o ex-governante, demolidor mesmo, se quisermos analisar o que Miguel Sousa escreve, sendo um social democrata, de um ex-governante de um executivo do PSD. Escreveu isto: "O antigo secretário regional das Finanças, Rui Gonçalves, disse na Assembleia que toda a Madeira deve ser zona de baixa fiscalidade. Oito anos depois de eu ter proposto exatamente o mesmo. Pena que enquanto esteve no Governo não mexeu uma palha para esse objetivo. Aliás, contrariou essa ideia. É só ver o seu programa de Governo".

Mas Miguel Sousa, não satisfeito com esta "expulsão", numa analogia ao tema de fundo do artigo, o futebol, ainda escreveu isto: "Mas como diz o povo, há mais alegria no céu quando entra um convertido do que quando chega um devoto. Por causa destes e outros que tais, a Madeira não anda". Estamos esclarecidos quanto à mensagem, mais clara era impossível, dizemos nós.

Quanto ao resto do artigo, que não se cinge apenas ao Marítimo e Nacional, mas nos modelos de gestão, em fim de linha, Miguel Sousa mostra que "esse modelo já não tira os cluves do corredor da morte". E deixa outra declaração interessante: os treinadores devem procurar jogadores e os presidentes devem procurar investidores.

Tanto Carlos Pereira como Rui Alves, como diz o povo, ficaram com as "orelhas quentes" com este artigo de Miguel Sousa. E Rui Gonçalves, claro. E não foi pouco...



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