Miguel Sousa diz que líder do CDS quer ser Representante
- Henrique Correia

- 28 de jan.
- 2 min de leitura
Antigo vice da Assembleia e do Governo aponta erro estratégico de Luís Montenegro ao ficar de fora das presidenciais e aponta consequências para Albuquerque: "Algumas vezes, não há como evitar perder".

O antigo vice presidente da Assembleia e do Governo Regionais, Miguel Sousa, está descontente com a Política, a de lá e a de cá, não esconde o erro estratégico do líder nacional do PSD ao permitir que o partido ficasse de fora da segunda volta das presidenciais, com reflexos na Madeira, onde Miguel Albuquerque não tinha outra alternativa que não fosse apoiar Marques Mendes, mas com uma consequência que trouxe uma derrota estrondosa sem poder reagir. Como escreve Miguel Sousa, no seu habitual escrito no Diário, "é a vida política. Algumas vezes, não há como evitar perder".
O antigo governante deixa expressa a sua opinião sobre uma campanha de Marques Mendes práticamente inexistente, não se ganham eleições assim, não foi chamado para nada enquanto militante, acha que os mandatários fizeram pouco e esse pouco também deu pouco resultado eleitoral. Com um agravamento: militantes do PSD, alguns com ódio ao partido, apoiaram outros candidatos. "Deixem de fazer mal ao PSD, já que tanto se gabam de o ter feito crescer", diz Miguel Sousa numa indireta a Jardim, que apoiou Gouveia e Melo e disse recentemente estar a ponderar condicionando o seu voto na segunda volta das presidenciais às posições de um "populista" e de um socialista relativamente às Autonomias, sublinha o articulista.
Mas Miguel Sousa, crónico crítico da coligação com o CDS, acusa o líder centrista de oportunismo ao apoiar Gouveia e Melo na primeira volta e agora apoiar Seguro. Com um objetivo, escreve o antigo governante, o de chegar a Representante da República. Diz que é o CDS a existir com base nas ambições do líder. "O CDS, na prática, mais existe. Serve para dar carreira política ao líder José Manuel Rodrigues, que não está interessdo em estratégia de governação, mas apenas "insiste no seu caminho na procura da melhor cartada pessoal. Quer ser Representante da República seja como for. Com qualquer presidente. Apoiar António José Seguro, é, para José Manuel Rodrigues, a menor das incoerências. Nunca se acha órfão de qualquer solução. Falhou uma candidatura, não importa, aposta noutra. As voltas que a velha guarda do CDS não estará a dar".
Miguel Sousa afirma ter pena "desta podridão política de alguns protagonistas..."



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