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  • Henrique Correia

Miguel Sousa: "Porto Santo não pode depender das conversas de praia"


"O debate não deve ser partidário, mas ao contrário, público e generalizado...Nem tudo deve ser decidido pelos decisores do Funchal".




"A candidatura política devia exigir dar a saber para onde já tinha viajado". Esta é a tese de Miguel Sousa, antigo vice presidente do Governo Regional, nos governos de Jardim, empresário e assumido apaixonado pelo Porto Santo, mas crítico relativamente ao projeto de desenvolvimento da ilha, que se resume à enchente nos 15 dias a seguir ao Rali. A tese visa os candidatos às autárquicas de 26 de setembro. "Ver mundo", ver o que se faz lá fora. "Tinha sido tudo tão diferente".

As férias cá dentro, como escreve, faz na ilha dourada. Lá fora, a inevitável comparação do que é incomparável, mas que serve para expressar o quanto estamos a "anos luz" de outros modelos de desenvolvimento turístico. Esteve nas Baleares, o que é pensado para ser grande, é grande.

Miguel Sousa, em artigo publicado no DN, defende que a campanha eleitoral para as autárquicas devia trazer estratégia, planeamento e disciplina coletiva para o futuro, para criar emprego, aumentar a qualidade de vida, fazer do Porto Santo um destino turístico todo o ano.

"O debate não deve ser partidário, mas ao contrário, público e generalizado...Nem tudo deve ser decidido pelos decisores do Funchal. A inteligência local tem um papel fundamental...O Porto Santo não pode depender das conversas de praia, o sol não é o principal atrativo, nunca se sabe quando estará bom tempo...Quem investiu no Porto Santo sempre precisou ter fé em Deus. Tudo podia acontecer. Até nada acontecer".


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