Ministério aponta "divergências sobre insegurança do Funchal
- Henrique Correia

- 2 de jun. de 2023
- 2 min de leitura
Ministério de José Luís Carneiro recupera declarações de Miguel Albuquerque dizendo que o Funchal era uma cidade segura, o que contraria a posição assumida recorrentemente por Pedro Calado, que pede mais policiamento.

Albuquerque fala em Funchal seguro, Calado pede mais policiamento ao ministério.
O presidente da Câmara Municipal do Funchal tem assumido a reivindicação de mais segurança para a cidade que depois da pandemia tem registado algum acréscimo de criminalidade desde o pequeno furto ao consumo e tráfico de substâncias psicoativas e drogas mais convencionais. Tudo isso levou a maior insegurança e Pedro Calado veio a público exigir intervenção do Ministério da Administração Interna, primeiro defendendo o exército nas ruas, o que seria impossível do ponto de vista da Constituição, e depois manifestando intenção da GRN apoiar a PSP na operação de patrulhamento.
Hoje, na edição do Diário de Notícias de Lisboa, o Ministério vem reagir às dúvidas de Calado e recupera declarações de Miguel Albuquerque dizendo que o Funchal era uma cidade segura, o que contraria a posição assumida recorrentemente pelo autarca.
O Ministério de José Luís Carneiro esclarece que o problema da segurança não se esgota na ação policial, remetendo as situações para áreas como o social, saúde pública e inclusão.
A reportagem do DN Lisboa, com base em contactos com o Governo da República, traz a público algumas questões pertinentes, designadamente a urgência de nova interpelação de Calado sobre o assunto quando recentemente, em Março, o ministro esteve na Madeira e Calado estava ausente. E além disso, várias notícias referem que o autarca ficou sem resposta do Ministro quanto a uma reunião solicitada em agosto de 2022, mas o Ministério afirma ter havido uma reunião em dezembro, que Calado não refere.
Esta sexta-feira, 2 de junho, pelas 9 horas, Pedro Calado reuniu-se com a Secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, um encontro que o ministério nega estar relacionado com qualquer pressão do presidente da Câmara do Funchal, sendo que a deslocação da governante da República já tinha sido anunciada pelo ministro e inclui ainda reuniões em Machico e Santa Cruz.



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