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  • Henrique Correia

Ministério Público "mete" grupo AFA no caso Luís Filipe Vieira


MP tem uma tese que coloca uma proposta de Avelino Farinha com o propósito de criar uma "aparente concorrência" na aquisição da dívida.




A operação "Cartão Vermelho", envolvendo o até agora presidente do Benfica, levou o Ministério Público a apontar algumas situações que visam sustentar a tese da fraude fiscal, branqueamento de capitais, entre outras suspeitas. Uma imobiliária com ativos no Brasil, a Imosteps, que foi parar às mãos de Luís Filipe Vieira e do filho, por sugestão de Ricardo Salgado, está entre as operações investigadas.

Em 2012, Vieira ficou com uma dívida de 54 milhões em consequência da crise do BES e segundo defende o Ministério Público, em reportagem divulgada pela RTP Madeira, foi então engendrado um plano de aquisição da dívida ao Novo Banco e para isso convidadas duas empresas, uma delas do grupo madeirense AFA, de Avelino Farinha, que tem incursões empresariais na construção, na hotelaria e na comunicação social, onde é sócio dos dois jornais diários.

De acordo com o MP, como refere a RTP-M, a entrada destas empresas visava a criação de um "falso" sinal de concorrência, uma "aparência de interessados", concluindo-se ter existido essa mesma proposta para aquisição da dívida. O objetivo era dar a ideia, ao Fundo de Resolução, que havia concorrência, mas Luís Filipe Vieira não poderia aparecer ter o none envolvido. O Fundo de Resolução não aprovou, apesar do sim do BES à operação. O Ministério Público, segundo a mesma reportagem, diz tratar-se de um esquema "societário ardiloso".

A RTP-M contactou o grupo AFA, que negou qualquer ilegalidade no processo, recusa tratar-se de uma proposta concertada. Diz ainda que esse processo, envolvendo a empresa OATA, tem 14 anos e sem qualquer ligação à Imosteps.

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