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  • Henrique Correia

Ministro quer "TAP pequena", administrador Frasquilho não quer uma "TAPzinha"

“É natural que a TAP vá encolher. […] Mas nós não queremos que essa dimensão seja impeditiva que a TAP continue a servir os interesses do país”


A TAP não vai fechar para obras, como em certos momentos até seria aconselhável, mas vai, com toda a certeza, para reestruturação. Não se sabe com que custos, para já com postos de trabalho em risco, mas as alterações vão avançar em nome de uma gestão equilibrada, se é que isso é possível em empresas do Estado. Mesmo assim, é para tentar trazer uma nova companhia, que como outras, no mundo inteiro, sofreu as consequências da crise pandémica e da perda de mercado em função do encerramento dos espaços aéreos, ainda não totalmente reabertos.

O ministro da tutela, Pedro Nuno Santos, disse recentemente que a TAP é para ser mais pequena, de acordo com a realidade em que opera e mostrou-se surpreendido pelo facto do presidente da comissão executiva, Antonoaldo Neves, ainda não ter saído. O governante foi claro, mas dias depois, poucos dias depois, o presidente do conselho de administração da companhia, até parece que veio responder. Miguel Frasquilho defendeu que a companhia aérea "precisa de uma dimensão mínima para continuar a defender os interesse do país, ainda que tenha de “encolher”, no âmbito do plano de reestruturação. “A TAP precisa de uma dimensão mínima. Nós vamos trabalhar nesse cenário, a intenção não é que a TAP seja uma TAPzinha, […] isso não serve os interesses do país”, afirmou o ‘chairman’ do grupo, numa conversa ‘online’ com o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros. “É natural que a TAP vá encolher. […] Mas nós não queremos que essa dimensão seja impeditiva que a TAP continue a servir os interesses do país”, acrescentou Miguel Frasquilho, sublinhando que há um nível a partir do qual não é possível reduzir a frota, sem pôr em causa aquele serviço, refere o Eco O responsável lembrou que, segundo as previsões recentes, só em 2024 a atividade aérea voltará aos patamares em que se encontrava em 2019. Quanto aos trabalhadores, Miguel Frasquilho reiterou, segundo a mesma publicação, que "a salvaguarda do emprego é uma preocupação “muito grande” da empresa, mas admitiu não estar ainda em condições para avançar com números da redução de trabalhadores, que poderá ocorrer por via da perda de dimensão".

De referir que, em todo este processo, a TAP enfrenta a necessidade de manter o serviço público, com particulares responsabilidades relativamente a dois segmentos de mercado, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, bem como os países onde se encontram emigrantes e que, por via disso, necessitam que a companhia assegura ligações adequadas à proximidade com as nossas comunidades.

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