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  • Henrique Correia

Ministro visita GNR e PSP mas deixa SEF de fora


E a relevância do momento de destaque para a Guarda Nacional Republicana é de tal ordem que justifica a deslocação à Madeira do comandante geral da GNR, Rui Clero.



Esta imagem é de 2016 quando Rui Clero, então segundo comandante da GNR, esteve com Ireneu Barreto no Palácio.


O ministro da Administração Interna desloca-se esta sexta-feira à Região para visitar as forças sob sua tutela, a GNR e a PSP. o SEF fica de fora. A visita ocorre num contexto muito conturbado para Eduardo Cabrita, um governante que tem protagonizado vários episódios de difícil gestão, como sejam a morte do ucraniano no Aeroporto de Lisboa, envolvendo o SEF, e recentemente a morte de um trabalhador, atropelado pelo automóvel do ministro, suspeitando-se da alta velocidade do veículo, factos que, juntamente com outras situações, têm motivado vários pedidos de demissão, por parte dos partidos opositores à governação PS.

Eduardo Cabrita atravessa um mau momento e não é despiciendo que esta deslocação possa ter em conta uma estratégia de aproximação às estruturas políticas e policiais, com relevo para o Representante da República na Região, que pela primeira vez em 10 anos recebe um ministro da Administração Interna. Sendo Ireneu representante do Chefe de Estado, este pedido de audiência poderá ter um significado político importante no contexto global do momento que atravessa a liderança do ministério.1

Esta visita surge, também, numa altura em que Cabrita e a GNR estão sob atenção especial, devido à investigação da morte do trabalhador, lançando-se suspeitas sobre a isenção de averiguações, nesse processo, por parte de uma força policial que está na dependência direta do ministro da Administração Interna. Também aqui, mesmo admitindo que por coincidência, as deslocações dos ministros que tutelam as polícias, não têm incluído a GNR, que desta vez tem um espaço na agenda de Eduardo Cabrita, tal como a PSP, habitual noutros momentos. E a relevância do momento de destaque para a Guarda Nacional Republicana é de tal ordem que justifica a deslocação à Madeira do comandante geral da GNR, Rui Clero, também ele com agenda marcada para ser recebido por Ireneu Barreto.


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