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  • Henrique Correia

Moradores nas Madalenas em pânico com aparato e casos suspeitos


Uma operação levada a efeito recentemente, pelas autoridades de Saúde da Região, num conjunto de apartamento localizado nas Madalenas e no âmbito das medidas de prevenção à Covid-19, desencadeou uma onda de protestos por parte de muitos condóminos. Consideram estes que a estrutura de administração do Condomínio deveria ter adotado as medidas consideradas adequadas à situação, uma vz que, segundo relatam, existiam casos com testes inconclusivos em pessoas que foram posteriormente retiradas do local, para melhor avaliação, mantendo-se uma terceira pessoa na habitação.

Os moradores temem a eventualidade de algum foco, mas não pretendem assumir uma posição discriminatória relativamente a quem tem resultado positivo de Covid-19, apenas defendem que todo o processo conduzido pelo Governo, através da secretaria regional da Saúde e especificamente do IASAÚDE, possa vir a ser estabelecido em articulação com as administrações dos respeticos condomínios onde as pessoas estão a residir em situação de teste positivo ou com teste inconclusivo. Dizem os moradores que uma maior troca de informações, mesmo querendo preservar a identidade, que neste caso é quase impossível porque quem ali mora conhece os vizinhos, permitiria salvaguardar algumas situações em defesa de todos e a bem da Saúde pública.

A entrada de uma equipa e o aparato natural da operação levaram a um sobressalto e à especulação, que como nos dizem, poderia ter sido evitada se houvesse um trabalho prévio, que se fazia em pouco tempo, no sentido de prevenir o condomínio e encontrar soluções que visem evitar contactos próximos enquanto não estiver resolvida a situação.

Claro que esta realidade é compreensível, as pessoas ficam naturalmente com receio em função dos riscos que a doença acarreta. No entanto, é importante manter uma postura de responsabilidade perante os infetados, exigir que sejam alvo de proteção à saúde, defendendo simultaneamente a saúde da comunidade, mas evitando que esses casos façam emergir reações discriminatórias que em nada se coaduna com a nossa vivência democrática.

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