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  • Henrique Correia

Movimento cívico pede à Câmara que classifique a Capela da Saúde


"A inexistência de uma classificação é uma lacuna que temos a obrigação de colmatar, por respeito ao património que nos foi legado"



Um movimento cívico em defesa da Capela de Nossa Senhora da Saúde deu entrada, na Câmara Municipal do Funchal, com um pedido de classificação da Capela de Nossa Senhora da Saúde como "Imóvel de Interesse Municipal".

O pedido foi liderado por Tomás Freitas e assinado por vários membros da sociedade civil madeirense, incluindo historiadores, académicos da área das letras, do património cultural, e da conservação e restauro, entre outros. O objetivo principal desta medida é "impedir que a referida Capela acabe em ruínas".

O grupo de cidadãos expressa que "o estado de degradação em que se encontra pede urgência na restauração e conservação", lembrando que "restam vestígios do passado que devem ser preservados" e sublinhando que "a inexistência de uma classificação é uma lacuna que temos a obrigação de colmatar, por respeito ao património que nos foi legado pelos nossos antepassados, permitindo que chegue às gerações vindouras. Nada justifica que esta capela ainda não tenha sido classificada e este é o motivo desta comunicação que é também um apelo. Independentemente das causas que possam ter contribuído para o atual estado da Capela e sabendo ser de propriedade privada, o que é certo é a sua importância".

O movimento acrescenta que "não podíamos estar calados, porque o silencio é uma forma de cumplicidade, e nenhum cidadão responsável pode ser cúmplice de atos de vandalismo. Tudo isto é história, memoria e falta de educação".

A Capela da Saúde está situada no Largovda Saúde, em propriedade particular, sendo que a sua degrada tem sido alvo de varias abordagens.

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