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  • Henrique Correia

"Não é o presidente da Câmara que é bruto, é o senhor Governo que mente"



"O hino da Maria da Finte é protocolar, mas também revolucionário, que faz todo o sentido tocar quando na Madeira a democracia ainda é marcada por muito caciquismo".



Filipe Sousa explicou ausência do Governo na tomada de posse, onde foi tocado o hino da Maria da Fonte. Que também tem explicação.


O presidente da Câmara de Santa Cruz decidiu esclarecer, através do seu habitual "ponto de ordem", ao domingo, a ausência do Governo nas cerimónias organizadas pela Autarquia, designadamente a recente tomada de posse.

Filipe Sousa deixa, como nota prévia, que "nada me move contra o Governo Regional, nem contra nenhum dos seus representantes", deixando também claro que "institucionalmente, gostaria que houvesse a relação de cooperação que democraticamente deveria existir entre órgãos eleitos, no cabal cumprimento das funções e atribuições de cada um. Ou seja, que o Governo Regional tratasse por igual todas as autarquias, sem discriminação e sem benefício apenas daquelas que são da mesma cor política do poder em exercício na Madeira".

Lembra que Miguel Albuquerque, na presença do povo de Santa Cruz, "prometeu resolver a questão dos terrenos do parque industrial da Cancela, prometeu entregar as verbas do IRS que pertencem aos Municípios, mas depois não cumpriu as promessas que fez. Ou seja, quando o povo lhe estendeu a mão e o convidou de boa fé, mordeu a mão que lhe foi estendida. Já a meio do segundo mandato, quando lançamos as obras estruturantes, decidimos dar uma segunda oportunidade e convidamos o presidente do Governo para visitar os locais a serem intervencionados. Mais do que isso, entregamos um dossier de obras que, pela sua importância para este concelho, poderiam ser alvo de contratos-programa. Novas promessas do Presidente do Governo para colaborar, mas novamente voltou a morder a mão ao povo deste concelho. Se ainda estivéssemos à espera das promessas, não existia renovação na promenade dos Reis Magos, nem no Largo da Achada".

Por isso, o autarca diz que "não é o presidente da Câmara de Santa Cruz que é um bruto que não convida o senhor Governo, como muitos querem fazer crer. É o senhor Governo que falha e mente ao povo deste concelho".

Filipe Sousa diz que não pode admitir isto. Comigo, Santa Cruz não vai andar de costas curvadas a estes senhores que se julgam donos disto tudo. Não vão ser novamente convidados para Santa Cruz enquanto não perceberem que não são os donos do poder, nem do dinheiro que administram. São servidores do povo e devem cumprir essa nobre função de forma isenta e servindo a todos por igual".

E, já agora, Filipe Sousa aproveitou para esclarecer o hino da Maria da Fonte na tomada de posse: "Aos senhores deputados que andam preocupados com o toque do hino da Maria da Fonte nas Cerimónias de Santa Cruz, lembro que este é um hino protocolar. Mas, mais importante do que isso, é um hino revolucionário, que faz todo o sentido tocar quando na Madeira a democracia ainda é marcada por algumas falhas, por muito caciquismo, amiguismo e outros 'ismos" e "cismos".




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