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  • Henrique Correia

"Não podemos ter medo de enfrentar o partido socialista na República", diz Lopes da Fonseca

Foram zero os cêntimos que vieram para a nossa Região deste Governo da República.


O líder parlamentar do CDS Madeira trouxe hoje, no encerramento das Jornadas Parlamentares, juntamento com o PSD, no Caniço, um assunto que tem sido alvo de avaliação quando abordamos esta coligação governativa regional e o papel que cabe aos centristas neste contexto."Sabemos, no tempo que estivemos na oposição, qual era o nosso papel. E sabemos também qual é a nossa responsabilidade enquanto partido que suporta um governo", esclarece.

"Temos que estar preparados para várias situações que irão decorrer. Por um lado, os partidos da oposição irão tentar que os temas autárquicos sejam aqueles que estarão mais na ordem do dia. Sobretudo o tema das eleições autárquicas no Funchal.Neste sentido, também temos de estar alerta e sermos muito racionais em termos de intervenção no parlamento, quer os deputados do PSD, quer os do CDS. Teremos de ser, por um lado serenos, racionais, mas não deixarmos de ser acutilantes. Nós não iremos permitir que a demagogia, as propostas fáceis que irão ser apresentadas por alguns partidos da oposição, como se tudo fosse muito fácil enquanto se está na oposição e muito difícil quando se está no governo".

Diz Lopes da Fonseca que "o partido socialista tem demonstrado pelo seu passado, que quando está na oposição, é muito célere a apresentar conselhos a quem governa. E depois quando governa não segue nenhum destes conselhos. Verificou-se isso a nível nacional com os professores, um exemplo claro, pois quando era oposição os professores tinham todos os direitos e quando chegou ao governo, enganou os professores e mentiu aos professores.Temos que ter cuidado também com alguns discursos populistas que certamente irão surgir no parlamento. Temos de estar atentos, porque os nossos partidos têm uma responsabilidade que é governar a região e sobretudo governá-la agora neste período difícil da pandemia. Um período que será ultrapassado, quer pela resiliência do nosso povo, quer também pela sabedoria de quem nos governa, que certamente irá encontrar soluções para fazer face a estas dificuldades sociais e económicas. Mas, no parlamento, temos que constantemente ser sentinelas e ter a responsabilidade de não reagirmos, sem o cuidado de não prejudicarmos a imagem positiva que o povo nos deu e que o povo tem, quer do PSD, quer do CDS".

O parlamentar centrista defende que "não podemos ter medo de enfrentar o partido socialista na República, não esquecendo que, infelizmente para nós, ainda é esse o governo que nos transfere uma parte do nosso orçamento regional. E isto não é nenhum favor. 

Não nos fizeram nenhum favor ao longo deste período da pandemia.  Foram zero os cêntimos que vieram para a nossa região deste governo da república.

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