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  • Henrique Correia

Número de casos "dispara"; vamos viver a vida em alerta máximo

Ou vivemos com precaução ou vamos ter problemas com tanto desleixo


A lavagem frequente das mãos é uma das medidas mais eficazes na prevenção e controlo da COVID-19. Entre outros momentos, deve lavar bem as mãos antes de comer, antes e depois de estar em espaços públicos, se tocar em objetos de outras pessoas, após tossir ou espirrar, quando vai à casa de banho. 


Não é agradável, não é confortável, não é bom para a normalidade a que estávamos habituados, mas não há outra solução. Os números da Covid-19 não falham e só de pensar neles dá que pensar e muito. Num só dia, já não acontecia desde 15 de abril, Portugal registou 646 novos casos positivos, um indicador que, no mínimo, deve merecer reflexão por parte de todos, não só a Autoridade de Saúde, mas cada um dos cidadãos, muitos verdadeiramente irresponsáveis, são esses que mais responsabilizam as entidades de saúde e não fazem a sua parte.

Não podíamos esperar outra coisa, começou setembro e com ele o regresso ao trabalho, o início do ano escolar e a chegada de cada vez mais turistas, mesmo que a retoma do turismo ainda seja muito baixa relativamente aos números antes da pandemia. Como vamos encarar o futuro com este cenário de risco diário e quase permanente. Não há solução, nem o País nem a Região aguentam novo confinamento, a Economia não aguenta e os Governos serão obrigados a "destapar" a verdadeira realidade da tragédia. Do desemprego, das falências, da redução de rendimentos, consequentemente do cada um por si.

Os números registados na Madeira não têm comparação, mas ainda assim vêm indicando uma subida. Em dois meses, sensivelmente, foram mais 82 novos casos positivos na Região, com muitos importados mas com alguns focos de transmissão local que merecem, também, uma atenção especial, o que por certo as entidades estão a fazer. O futuro não é, por isso, animador, os números vão subir e o turismo ainda nem apareceu pela metade, além do início das aulas, onde os riscos são grandes por muita preparação que se prometa.

Por isso, lá vem o apelo ao (quase) impossível: use máscara, desinfete as mãos com regularidade, mantenha na distância. É verdade que quem anda pelas ruas, ninguém diz que estes comportamentos são tão decisivos. Por isso, é ir "batendo na tecla" para que uma maioria perceba de vez.

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