Negligência e incompetência na Praça do Povo
- Henrique Correia

- 29 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
A denúncia é de Raimundo Quintal "horrorizado com o aspecto miserável dos espaços verdes, melhor dizendo, amarelados".




O investigador e professor madeirense Raimundo Quintal denunciou hoje uma situação que tem vindo a ser recorrente na frente mar do Funchal: os jardins da Praça do Povo. Em péssimo estado, a degradar-se dia após dia. "Negligência, incompetência, insensibilidade".
Raimundo Quintal descreve um passeio que fez, esta tarde de domingo na Avenida do Mar e na Praça do Povo "(continuo com dificuldade em encontrar a fronteira e especialmente as responsabilidades)". Diz ter ficado "horrorizado com o aspecto miserável dos espaços verdes, melhor dizendo, amarelados.
Algumas árvores teimam em expor as suas belas flores, que infelizmente perdem brilho no meio de arbustos, doentes ou invasores, ervas secas, solo pisoteado e cheiros nauseabundos".
Raimundo acrescenta que "oiço falar da crescente procura do porto Funchal pelos navios de cruzeiro (que devem deixar muito dinheiro à APRAM), das receitas da taxa turística (que devem ser para a CMF cuidar do ambiente) e continuo a assistir à degradação da faixa litoral da cidade, que tem solo e clima para jardins de excelência, povoados com plantas endémicas, subtropicais e tropicais.
A agoniante secura de milhares de plantas não é por falta de água. O Funchal possui água não potável suficiente para regar os atuais jardins públicos e muitos mais. Sei o que estou a afirmar. Posso provar que as plantas e os jardins são vítimas da negligência, da incompetência, da insensibilidade".
O investigador, que foi recentemente condecorado pelo Presidente da República, no Dia de Portugal, antecipa eventuais críticas: "Podem continuar a apelidarem-me de catastrofista, de fundamentalista, que, enquanto tiver saúde física e psíquica, continuarei a lutar por algo que é fundamental. A qualidade do ambiente, do mar à serra. No Funchal, na Madeira!".




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