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  • Henrique Correia

No lugar da nova Marca só o "muda de Marca" da JS


Eduardo Jesus tinha admitido a possibilidades de proceder a adaptações e as dúvidas sucedem-se nas redes sociais sobre a retirada do logótipo da Praça do Povo.



As chamadas redes sociais têm dado expressão a dúvidas sobre o longo painel com a "revolucionária" Marca Madeira, que permaneceu algumas semanas na Praça do Povo, provavelmente onde poderia ficar como elemento de divulgação, mas que foi retirado, coincidentemente depois de diversas críticas sobre a dificuldade de leitura, mas sobretudo depois de ser o próprio secretário regional do Turismo e Cultura admitir que a empresa responsável pela "obra" possa vir a proceder a alguns ajustamentos, certamente para que a perceção do nome Madeira possa ocorrer à primeira observação.

Quem passa na Praça do Povo, já não vê a nova Marca, na altura "guardada" dia e noite pela polícia, sobretudo para evitar atos de vandalismo, que apesar do confinamento têm ocorrido nas noites do Funchal. Mas ali, de marca, só mesmo o cartaz da Juventude Socialista a pedir a mudança de Marca, o que no caso quer dizer de Governo.

Madeira. Tão tua!”, é o slogan do logótipo, apresenta-se com um propósito que dá vida à nova identidade apresentada pela Associação de Promoção da Madeira (APM). Explicou o Governo, na altura, que este trabalho surgiu na sequência de "um estudo profundo, que visou a identificação dos maiores atributos do território, a conclusão foi clara: a Madeira é um lugar de pertença, um lugar onde todos sentem que fazem parte"

E a explicação continua: "Com mais de 600 anos de história e mais de 200 anos de Turismo, a Região funde o clima ameno e a natureza exuberante, a um legado histórico e cultural rico e único, devido às inúmeras influências das culturas dos muitos países que, durante séculos, tornaram a Madeira ponto de paragem. Um destino seguro, com um conjunto imenso de experiências para todos, desde a natureza ao mar. Com um povo alegre, dedicado e apaixonado pelas suas ilhas, pronto a receber quem chega. Este é o ponto de partida para uma identidade renovada".

E segundo o texto publicado pela SRTC, "o logótipo é composto a partir da desconstrução do círculo - símbolo associado à ideia de inclusão e ao espírito madeirense. Graficamente, o círculo representa a ideia de união e perfeição, mas, também e simultaneamente diversidade".

A estratégia da marca contou com a colaboração da Bloom Consulting e a nova identidade partiu do trabalho da agência criativa BAR e estará presente em todos os materiais de comunicação da Região Autónoma da Madeira, dentro e fora de fronteiras.

Esta "Madeira Tão Tua", que pretende chegar rápido ao mercado, assenta em quatro pilares. Aqui ficam enquanto esperamos para saber se as eventuais alterações vão mesmo ocorrer ou se o painel foi para desaparecer:


  • Um lugar onde me sinto bem: com um clima ameno todo o ano, a Região Autónoma da Madeira é um território pequeno o suficiente para oferecer uma escala humana, onde nos sentimos aconchegados, tranquilos e muito seguros. Simultaneamente, consegue ser enorme em diversidade, natureza e espaço para respirar.

  • Um lugar onde me sinto entre amigos: esta é uma terra da qual sentimos que fazemos parte, independente de qual seja a nossa idade ou os nossos gostos. Um sítio de pessoas autênticas, alegres e orgulhosas da sua história e cultura. Pessoas que recebem como ninguém, que constroem amizades e perpetuam um destino que acolhe turistas de braços abertos há mais de 200 anos.

  • Um lugar em que vivo como um local: Quer habitantes, como turistas, todos desfrutam do que as ilhas proporcionam: todos os dias há as 4 estações à disposição e, num instante, é possível passar da serra para o mar, ou da floresta para a cidade. Existe uma enorme riqueza histórica e cultural, que é um pouco de todos.

  • Um lugar ao qual quero sempre voltar: A experiência turística na região conta com uma infinita oferta: das pessoas à natureza, da cultura à gastronomia, a experiência nunca estará completa. Pode-se voltar em qualquer altura do ano, quando se tiver frio, quando se tiver saudades ou quando, pura e simplesmente, nos quisermos voltar a sentir bem.

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