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  • Henrique Correia

Nomeações: ninguém tem "água que se lave" neste "lavar de roupa suja"


Efetivamente, 468 nomeações é um número grande. O PS quer limitar para que haja alguma cautela de quem tem poder para decidir. Não se sabe se é diferente onde pode mandar


É verdade. Há muitas nomeações neste Governo de Miguel Albuquerque. Muitas mesmo. E foi isso o que veio dizer Paulo Cafôfo, primeiro no Diário como manda a política, hoje, depois no Parlamento. São

468 a números de setembro, parece que nunca mais pára esta onda de contratações de confiança neste governo de coligação em quem o povo confiou os destinos da Região depois de ter dado mais votos ao PSD e deste ter encontrado como parceiro o CDS para haver estabilidade na governação.

Efetivamente, 468 nomeações é um número grande. O PS quer limitar para que haja alguma cautela de quem tem poder para decidir. Não se sabe se é diferente onde pode mandar, em Lisboa é igual, há cargis, há familiares, há uma carga de trabalhos para os contribuintes. Aqui é igual, a diferença está na cor política.

Hoje, na Assembleia, Cafôfo trouxe esses dados e Iglesias, o líder parlamentar socialista, secundou-o nas críticas. Em resposta, Jaime Filipe Ramos, o líder parlamentar do PSD, acusou Iglesias e Cafôfo de encherem a Assembleia de assessores. Uma resposta de um erro com outro erro, mas também é verdade que isso acontece. Acontece com todos os que são chamados ao poder. Na Assembleia, no governo, nas câmaras, em tudo o que possa dar qualquer coisa e a pagar.

É verdade que há muitas nomeações, o Governo de coligação não ajudou e a crise veio acrescentar a necessidade de ajudar os "boys" e as "girls". Pode ser que seja pior agora, mas sempre foi assim e não tem a ver com partidos, tem mesmo a ver com quem governa. É uma tendência do tacho à medida do cargo que cada um tem e dos pedidos para encaixar este e aquele.

Ninguém tem "água que se lave" neste "lavar de roupa suja".

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