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  • Henrique Correia

Nova testagem alargada já em vigor em Portugal; baixo risco também será avaliado



Para o controlo da transmissão comunitária, estão recomendados rastreios laboratoriais regulares nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 480/100.000 habitante. Se fosse para aplicar na Madeira, quatro concelhos estavam abrangidos por essas recomendações



Já entrou em vigor, em Portugal, as novas orientações de testagem sob orientação da Direção-Geral da Saúde, que intensificam a estratégia para controlar a pandemia COVID-19, alargando a utilização de testes rápidos de antigénio.

Uma informação publicada pela DGS refere que "no atual contexto epidemiológico continuam a ser testadas todas as pessoas assim que desenvolvam sintomas suspeitos de COVID-19 e todos os contactos de alto risco e de baixo risco de um caso confirmado. Os contactos de caso confirmado devem ser testados com testes moleculares, que continuam a ser o método de referência para o diagnóstico de COVID-19. O isolamento profilático mantem-se de cumprimento obrigatório para os contactos de alto risco, independentemente do resultado dos testes laboratoriais".

Revela a publicação que "para o controlo da transmissão comunitária, estão recomendados rastreios laboratoriais regulares nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 480/100.000 habitantes, nos estabelecimentos de ensino secundário aos alunos, pessoal docente e não docente; nos estabelecimentos prisionais aos reclusos e profissionais; e nos contextos ocupacionais de elevada exposição social (nomeadamente, fábricas, construção civil, entre outros) aos respetivos profissionais. Nestas situações, devem ser utilizados testes rápidos de antigénio com uma periodicidade de 14/14 dias".

Neste contexto, meramente como referência, uma vez que na Região apenas se aplica o que consta das medidas da resolução do Governo Regional, temos que quatro concelhos da Madeira estariam enquadrados nestes critérios de mais de 480 casos por 100 mil habitantes em 14 dias. São eles Funchal, Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santa Cruz.

Nos concelhos do continente, adicionalmente, serão disponibilizados testes rápidos de antigénio nas Unidades dos Agrupamentos de Centros de Saúde e nas Unidades Locais de Saúde em todo o SNS, para todos os utentes com consulta presencial.

Nas instituições de apoio ou acolhimento a populações mais vulneráveis, nomeadamente Estruturas Residenciais para Idosos, Unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Instituições Sociais de Acolhimento e/ou Apoio Social e Centros de Acolhimento de Migrantes e Refugiados, devem ser realizados rastreios periódicos aos residentes, utentes e profissionais, de 14/14 dias, com TRAg".

A DGS sublinha que "os resultados dos testes laboratoriais não dispensam o cumprimento das medidas preconizadas pelos profissionais de saúde e pelas autoridades de saúde, nem a importância da utilização de máscara, do cumprimento do distanciamento físico, da higienização frequente das mãos e da etiqueta respiratória no combate à COVID-19"

"Mesmo as pessoas vacinadas contra a COVID-19 devem cumprir estas recomendações enquanto mais dados sobre a eficácia vacinal estão a ser estudados", diz a Direção Geral de Saúde.


Confira as normas de testagem no País, qie entraram em vigor às 00 horas do dia 15 de fevereiro


https://www.dgs.pt/normas-orientacoes-e-informacoes/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0192020-de-26102020-pdf.aspx


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