Buscar
  • Henrique Correia

Novo ano letivo presencial apela à responsabilidade dos jovens em contexto de risco

É tão importante, quanto difícil, o distanciamento entre pessoas. Há a máscara e a higiene pessoal (lavagem das mãos e etiqueta respiratória). Mas há mais.


A Direção Geral de Saúde já deu indicações às escolas num momento em que as aulas retomam o registo presencial para novo ano letivo, no sentido da prevenção para a Covid-19. Na Região, as aulas já começaram em algumas escolas e vão começando noutras até 17 de setembro. Todos os cuidados serão poucos face aos riscos de uma vivência em grupo e em contexto escolar, ainda mais difícil.

Um pouco por todo o mundo, o reatar da atividade escolar constitui um passo suscetível de provocar grandes preocupações, não tanto porque os jovens formem grupo de risco, mas porque podem ser contagiados, e estão numa das faixas etárias mais atingidas, ainda que a mortalidade se situe a partir dos 75 anos. O que acontece é que os jovens têm família, alguns com pais em idade de risco ou com patologias que recomendam cuidados especiais, mas também porque muitos têm avós, em idade de risco acrescido, e é importante que tenham comportamentos responsáveis pensando na consequência familiar.

É por isso que a comunidade escolar enfrenta um dos seus maiores desafios, poderá mesmo ser o maior em termos de saúde pública. Bem sabemos as dificuldades que existem para manter os jovens sensibilizados, atentos e com atitude responsável. Não significa que sejam irresponsáveis, alguns são mesmo, é verdade, mas em grupo tudo muda e as preocupações, nesse contexto, são desvalorizadas e avaliadas mesmo como excessivas. O que não é bom, como se sabe. Para qualquer caso, para a Covid-19 ainda mais.

A DGS sublinha, no documento de recomendação que para minimizar o risco de infeção por SARS-CoV-2 é fundamental adotar medidas de prevenção e controlo da transmissão, tais como o distanciamento entre pessoas, higiene pessoal (lavagem das mãos e etiqueta respiratória), utilização de equipamentos de proteção individual (por exemplo máscaras), higiene ambiental (limpeza, desinfeção e ventilação adequada dos espaços) e automonitorização de sintomas.  Refere a Autoridade de Saúde que "considerando que a atuação célere e coordenada é essencial para o controlo da transmissão em contexto escolar, a DGS lembra a necessidade de ter planos de contingência atualizados, uma reorganização do espaço escolar que cumpra a legislação e orientações em vigor, promoção de comportamentos preventivos, gestão adequada de casos e comunicação fluída com a Autoridade de Saúde Local, aquando da identificação de um caso suspeito e/ou confirmado de COVID-19". A DGS refere que "perante a identificação de um caso suspeito de uma pessoa presente no estabelecimento de ensino, são imediatamente ativados todos os procedimentos constantes no Plano de Contingência. O caso suspeito deve ficar na área de isolamento, e deve ser contactado o SNS 24". O documento sublinha que "é considerado surto em contexto escolar qualquer agregado de dois ou mais casos com infeção ativa e com ligação epidemiológica. Perante a existência de um surto num estabelecimento de educação, será necessário uma rápida atuação e aplicação de medidas individuais e coletivas pela Autoridade de Saúde Local".  As medidas a adotar irão depender de um conjunto de fatores considerados na avaliação de risco, realizada pela Autoridade de Saúde Local, tais como o distanciamento entre pessoas, disposição e organização das salas, organização estrutural do estabelecimento, ventilação dos espaços, período entre o início de sintomas e a identificação do caso suspeito, entre outros fatores.  O rastreio de contactos – ou seja, a identificação de pessoas que estiveram em contacto com um caso confirmado de COVID-19 – deve ser iniciado após a confirmação de um caso, preferencialmente nas 12 horas seguintes à sua identificação, incluindo os contactos na escola (alunos, pessoal docente, pessoal não docente), os coabitantes e contactos de outros contextos que possam ser relevantes.

6 visualizações