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  • Foto do escritorHenrique Correia

Nunes, Coelho, Teles e companhia: o "ato de inteligência" de Albuquerque



Pedro Coelho tem um perfil que se encaixa na atividade política local mas também na atividade partidária, o que não acontece tanto com Carlos Teles, cuja relevância é muito mais local.




"Um ato de inteligência política". Foi assim que o líder do PSD Madeira Miguel Albuquerque reagiu quando foi questionado sobre a inclusão do médico José Luís Nunes em terceiro e quatro presidentes de Câmara em final de mandato nas listas da coligação PSD/CDS às Regionais de 24 de setembro: Carlos Teles (Calheta), Pedro Coelho (C. de Lobos), Ricardo Nascimento (R. Brava) e José António Garcês (São Vicente).

A inteligência política a que se refere Albuquerque tem a ver com a importância dada num contexto em que apesar de estarmos perante um círculo eleitoral único, é ainda muito grande a relevância e credibilidade locais, sendo que tanto Pedro Coelho como Carlos Teles são ativos a ter em conta no futuro da Assembleia e na respetiva ligação aos concelhos onde conquistaram maiorias históricas para o PSD Madeira, são autênticos bastiões "laranja" que Albuquerque quer salvaguardar.

Diga-se, até, que são ativos importantes na própria estrutura do PSD-M, sobretudo Pedro Coelho, o presidente com o perfil que se encaixa na atividade política local mas também na atividade partidária, o que não acontece tanto com Carlos Teles, na Calheta, por ser uma figura menos mediática do que Coelho em Câmara de Lobos. Além disso, não se sabe até onde vão as âmbito de Coelho e Teles, tanto na política em geral como no partido, em particular. Só o tempo dirá.

Tanto Carlos Teles, a última vez em 2004, então quando a eleição era por círculos, como Pedro Coelho, a última vez em 2011, já foram candidatos na lista do PSD Madeira. Ricardo Nascimento e José António Garcês são "caloiros" nestas andanças de candidaturas parlamentares.

Albuquerque pretende que, daqui a dois anos, caso sejam eleitos como se prevê, estes quatro presidentes de Câmara ocupem os seus lugares no Parlamento e sejam elos de ligação com os respetivos concelhos onde naturalmente têm um conhecinento acrescido.

Relativamente ao médico José Luís Nunes, cuja incursão política é recente, foi eleito presidente da Assembleia Municipal do Funchal, o "ato de inteligência política" de Albuquerque foi pela popularidade/credibilidade enquanto profissional da especialidade de Pediatria, sendo que também é de referir algumas críticas, mesmo dentro dos níveis dessa popularidade, que apontam este "desvio" politico do clínico como um "desvio" dessa popularidade, o que só pode ser esclarecido, em parte, pela forma como o médico vai gerir este terceiro lugar, à frente de militantes políticos e partidários de longa data, e claro pelos resultados.



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